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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Livro mapeia História do Rádio no Brasil

Um livro inédito e histórico sobre o rádio brasileiro será lançado no dia 5 de setembro, em Recife, com a participação de uma professora da UFPA como autora, durante a realização do 34º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. A obra Panorama do rádio no Brasil é um trabalho pioneiro que traça um amplo inventário das emissoras de rádio de todas as 27 Regiões Metropolitanas do país.

A organização do livro é da professora mineira Nair Prata, que contou com uma equipe de 52 pesquisadores que, de norte a sul do país, produziram um panorama original da radiofonia brasileira. Em Belém, participaram da publicação a profa da Facom, Luciana Miranda Costa, e as jornalistas Paula Costa e Sandra Garcia, ambas formadas pelo curso de Comunicação da UFPA. A obra é mais um trabalho em conjunto do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).

O livro, publicado pela Editora Insular tem 590 páginas e mapeia 561 emissoras de todas as Regiões Metropolitanas. A obra faz parte de um amplo projeto de pesquisa, que pretende inventariar todas as emissoras de rádio de todos os Estados e de todos os municípios brasileiros. O projeto ainda abrangerá as emissoras que funcionam apenas na internet, as webradios.

Segundo a professora e autora, Luciana Miranda, que coordena um Grupo de Pesquisa na UFPA sobre Rádio, Meio Ambiente e Divulgação Científica, o trabalho de pesquisa sobre as emissoras de Belém durou cerca de seis meses.“Contamos com o apoio de todas emissoras AM, FM e Ondas Tropicais da cidade que nos forneceram importantes informações sobre a história do rádio paraense e dados atualizados de suas programações. O próximo passo será mapear as rádios do interior do Estado". A história do rádio no Pará também pode ser consultada por meio do site: http://www.oparanasondasdoradio.ufpa.br, um dos resultados das atividades realizadas pelo grupo coordenado pela profa Luciana Miranda.

A realização do livro, por sua vez, teve seus percalços segundo a coordenadora geral, Profa Nair Prata: “Enfrentamos algumas dificuldades na realização desta investigação. "Fizemos convocações aos grupos de pesquisa de todo o país e, assim, conseguimos montar a grande equipe de investigadores. Depois, a principal dificuldade foi o levantamento dos dados, já que são poucas, ou inexistentes em alguns casos, as informações oficiais sobre algumas emissoras de rádio, com suas histórias, seus programas, suas trocas de proprietários e suas idas e vindas no dial".

Após o lançamento, o livro estará disponível nas livrarias ou já pode ser solicitado diretamente à Editora Insular pelo site: www.insular.com.br

SERVIÇO
Lançamento do livro Panorama do rádio no Brasil
Data: 5 de setembro (segunda-feira)
Horário: 14 às 18h
Local: Universidade Católica de Pernambuco – Recife
Contatos: Nair Prata – nairprata@uol.com.br - (31)9985-5826 e Luciana Miranda - lmirandaeua@hotmail.com - (91)91445634

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Biografia mergulha nos vícios e manias de Paul McCartney

Ao longo da carreira, cada integrante dos Beatles assumiu um personagem que acabou servindo de carapuça por muitos anos. John era o louco, Ringo o excluído, George o místico e Paul o bom moço. Em partes, cada máscara dessas tinha um bom motivo pra existir. Acontece que, se olhar mais de perto, cada um poderia acabar tendo também um pouco das características de outro. E, talvez, seja essa miscelânea de personalidades e posturas, somado a um gênio criativo endiabrado, que fez o Fab4 criar a mais importante obra de música pop do mundo e com fortes chances de jamais ser superada.

No caso de Paul, a biografia Paul McCartney – Uma vida (Nova Fronteira) mostra que o bom moço também teve lá seus momentos de loucura. Escrita pelo jornalista novaiorquino Peter Ames Carlin – autor da biografia do beach boy Brian Wilson -, o livro começa, obviamente narrando infância de James Paul McCartney em Liverpool, com detalhes sobre sua boa relação familiar e sobre o drama de perder a mãe aos 14 anos. No entanto, foi esta fatalidade que acabou se tornando um dos pontos de encontro entre ele e o futuro amigo John Winston Lennon, que ficaria orfão aos 17 anos.

Como não poderia deixar de ser, durante todo o período em que Paul se dedicou aos Beatles, sua biografia acaba sendo também uma biografia da banda, passando por personagens como Alain Klein, George Martin, Brian Epstain e outros. Nenhuma grande novidade para quem já conhece outros trabalhos sobre a banda. Mais sobre Paul McCartney, o livro, insiste na sua atração pela maconha e no quanto ele era dominador dos trabalhos do grupo. Quanto à erva proibida, paul fez uso até bem pouco tempo, quando os afazeres domésticos o fizeram parar. Já quanto ao seu jeito ditador de conduzir a banda, quem não lembra de como ele agiu quando durante as gravações do album branco?

Um ponto positivo da biografia está após o fim dos Beatles. Nesse momento Peter Carlin narra passo a passo os caminhos erráticos do músico até que ele voltasse a se sentir à vontade com o repertório do seu grupo. Sim, após o fim dos Beatles ele teve medo de tocar suas velhas canções e ser taxado de oportunista. Daí vieram os Wings que acabou não passando de uma banda de apoio para o velho beatle. Já casado com Linda, ele chegou a empurrá-la pra dentro da banda, mesmo sabendo que sua amada não sabia tocar instrumento nenhum. Mesmo diante do nariz torcido dos seus companheiros de banda, Linda inclusive, Paul insistiu para que ela tocasse teclados.

É fato que a obra solo de Paul McCartney nunca chegou ao patamar do foram os Beatles. Mas também seria muita má vontade dizer que é ruim. Ao longo dos anos, ele criou uma série de canções memoráveis, belas e cheia de tudo de bom que ele tinha a oferecer. Nesse ponto, Paul McCartney – Uma Biografia ganha ao mostrar como ele soube ir se distanciando da sombra gigante do quarteto para poder voltar a se relacionar bem com aquele repertório. O livro também revela detalhes da baixaria que envolveu o casamento do músico com a modelo Heather Mills, que seguia o estilo “entre tapas e beijos”. Passadas as 400 páginas da biografia, fica uma boa notícia: os Beatles não foram um sonho que acabou e aprova disso está neste velho compositor que ainda tem muita lenha pra queimar.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Atriz campinense lança seu primeiro livro na cidade

A atriz campinense Mayana Neiva lança, hoje, às 16h30, seu 1º Livro Infantil na Praça de Eventos do Boulevard Shopping. Intitulada de SOFIA, a obra conta a história de uma menina sonhadora que não podia imaginar que, ao engolir o Sol, uma série de acontecimentos malucos iriam transformá-la para sempre.    

Guiada pelo amor imenso que a invadiu depois do nascimento de Marina, sua única sobrinha, e pelo seu afilhado Francisco, filho do ator Luiz Carlos Vasconcelos, Mayana pôs a mão na massa para dar vida a "Sofia" e transformá-la em uma bela parábola sobre o conhecimento em forma de livro.

As belas ilustrações que acompanham o livro estão a cargo de Luana Neiva, prima de Mayana, que contribuiu caprichosamente para torná-lo delicioso em cada página. A impressão do livro é da Editora Grafset.

A atriz dedica o livro a todas as crianças que já encontrou pela vida e que a ajudaram a inspirá-la. A obra é um verdadeiro convite a leitores de todas as faixas etárias a embarcar nesta viagem de mãos dadas com Sofia.

Mayana receberá seus fãs, convidados e familiares num coquetel na Praça de Eventos do Boulevard. Além de autografar os exemplares, ela posará para fotos com admiradores do seu trabalho. 

Resta saber se Mayana Neiva escreve como atua ou se a sua literatura é proporcional a sua beleza. Tomara que seja a segunda opção para que tenhamos um livro melhor do que as novelas que ela já fez.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Para Entender as Mídias Sociais

Nos últimos dois meses, pesquisadores e profissionais de mídias sociais de diversas áreas reuniram-se, de modo voluntário, para a produção do ebook “Para Entender as Mídias Sociais”. O lançamento acontece no dia 25 de abril, segunda, às 17h00, com a divulgação do link para download gratuito da obra nos sites:
http://paraentenderasmidiassociais.tumblr.com

Com o objetivo de estimular o debate em torno deste universo em plena ascensão, o livro é composto por artigos curtos, cada um deles abordando temas que atravessam as redes de relacionamento como Política, Educação, Celebridades, Jornalismo, Mobilidade, Relevância, Mercado de Agencias e tantos outros.

A publicação está dividida em 5 núcleos: Bases, sobre plataformas, linguagens, tecnologias e ambientes por onde as redes acontecem; Mercado, enfatizando assuntos ligados à comunicação e empresas; Redação, com foco ao uso das mídias sociais pelo jornalismo e seus desdobramentos; Persona, dedicado à cultura pop e seus sub-produtos e, por fim, Social, tocando em temas fundamentais para a sociedade que estão presentes de modo significativo nas redes de relacionamento.

O Projeto

A iniciativa do projeto é da jornalista e mestre em comunicação Ana Brambilla, que assina a organização da obra. A publicação terá licença Creative Commons, sendo permitida a cópia e livre distribuição do ebook, desde que para fins não comerciais e com citação da fonte.

A capa do livro é criação do designer Rogério Fratin que, assim como os autores e a organizadora, fez todo o trabalho sem qualquer remuneração.

O modelo, conhecido como “flashbook”, é original do livro eletrônico “Para Entender a Internet”, promovido pelo pesquisador de mídias digitais Juliano Spyer, durante a Campus Party de 2009.

É o próprio Juliano Spyer quem assina o prefácio do livro, que conta, ainda, com apresentações de Edney Souza, sócio-fundador da agência Pólvora e da pesquisadora Raquel Recuero, autora do livro “Redes Sociais”.

Próximos Passos

Mais do que um ebook, “Para Entender a Internet” deve se tornar um projeto em constante progresso. Em compatibilidade ao modelo aberto das redes sociais, a iniciativa também deve dar espaço para outros profissionais e pesquisadores que tenham as mídias sociais como foco. Para isso, basta submeter uma proposta de artigo em um dos blogs acima citados. Os temas e textos serão avaliados com vistas à publicação de um segundo volume.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pesquisador paraibano lançará livro sobre obra polêmica de Monteiro Lobato

O professor universitário e pesquisador paraibano Simão Farias Almeida lançará o livro Monteiro Lobato e a problemática da nação: um projeto dialógico e negociado, no próximo dia 28 deste mês, na Fundação Casa de José Américo.
 
A comemoração, na próxima segunda-feira, 18, do Dia Nacional do Livro Infantil é oportunidade de lembrar Monteiro Lobato, o autor de sua maior expressão no país, até porque a data foi escolhida por ser seu aniversário de nascimento. Vira e mexe Monteiro Lobato volta a ser discutido em conversas e debates, seja em ocasião de adaptações das suas obras para a televisão, seja por meio de polêmicas em torno de temas trabalhados por ele principalmente nas estórias do Sítio do Picapau Amarelo. O pesquisador mostra em seu trabalho que é preciso livrar o escritor jornalista de outros estigmas.
 
Em outubro do ano passado, parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão independente do Ministério da Educação (MEC), aconselhou a não circulação do seu livro “Caçadas de Pedrinho” nas escolas públicas devido a presença de comentários racistas do narrador em relação à personagem de tia Nastácia. O parecer provocou defesas e críticas de professores, artistas e intelectuais sobre o politicamente correto e a livre representação social na literatura.
 
“Acusado de racismo por discursos de seus personagens contra Tia Nastácia, misoginia no comentário em relação à exposição vanguardista da pintora brasileira Anita Malfatti, anos antes da Semana de Arte Moderna, mero escritor regionalista e infantil ao criar o universo ficcional do Sítio do Picapau Amarelo, anti-nacionalista ao criticar o estilo de vida caboclo do Jeca Tatu, Lobato, seus artigos e narrativas precisam perder essas etiquetas para então revelar uma personalidade e uma escrita engajadas com os debates nacionais de sua época”, adianta Simão.
 
Segundo o autor, o livro analisa a preocupação recorrente dele com a independência política, econômica e cultural do Brasil para se tornar uma nação de fato nos primeiros quarenta anos do século XX. Lembra também que sua crítica em jornal ou em livro não se livrou do contraditório ao sugerir esquecer o passado de país colonizado, de país imitador da França e dependente da Inglaterra, e ao elogiar a imitação da economia e da sociedade dos Estados Unidos. “Na verdade, o escritor, jornalista e intelectual não queria parecer cair em paradoxos, quando na verdade queria defender um novo modelo de progresso para seu país, seja através da exploração do petróleo sem interesses estrangeiros, seja através da imitação cultural”.
 
A análise de Simão Farias privilegia a crítica de como Lobato representou as dificuldades do Brasil ser considerado uma nação na obra A Chave do Tamanho, publicada em plena Segunda Guerra Mundial. O momento era de forte nacionalismo em torno da participação do país nos combates bélicos, mas o escritor, com seu estilo irônico, mostra um país dividido em torno de um projeto autêntico para um mundo sem guerras. Na obra, Emília tenta acabar com o conflito armado desligando a chave da guerra, porém ela abaixa a chave errada, reduzindo o tamanho da humanidade em 40 vezes, provocando novos problemas como a dependência de pequenos insetos, para se locomover e não morrer de fome, mas também a falta de perspectiva de vida diante o ataque destes mesmos insetos. Os personagens então votam num plebiscito pela permanência da situação tão trágica quanto a guerra ou pela volta do tamanho da humanidade.
 
“Trata-se de uma estória ousada ao tocar em temas como autoritarismo, democracia e liberdade num momento delicado da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas e do apoio aos países aliados na guerra. Não é à toa que é considerada a melhor obra do Sítio do Picapau Amarelo. É atual porque voltamos a uma situação onde o mundo discute a guerra como meio de imposição da democracia, caso dos bombardeios ocidentais às tropas do ditador Muammar Kadaffi na Líbia”, destaca o autor.
 
O livro de Simão Farias, com 185 páginas, é fruto da sua dissertação de mestrado concluída na Universidade Federal da Paraíba. A análise da presença de temas políticos no universo tão mágico do Sítio do Picapau Amarelo é uma boa pedida para professores, bibliotecários, pesquisadores das ciências humanas e amantes da literatura. O lançamento acontece às 18h00 do dia 28, na Fundação Casa José Américo, localizada na praia do Cabo Branco.
 
Perfil do autor: Natural de João Pessoa e apaixonado pelas suas duas áreas de formação, Letras e Comunicação Social, Simão é professor do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Roraima (UFRR), mestre em Literatura Brasileira e doutorando em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Paraíba. Iniciou a trajetória de escritor em 2009, com o livro De literatura e cinema, contendo contos, poemas e roteiros de curta e longa metragens. A seguir publicou Tramas de sujeitos e identidades, com teor de crítica, ficção, literatura, jornalismo, televisão e cinema.
 
Ascom com hl.com

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pra rir até chorar com a cultura popular

Cultura popular é a cultura do povo. É o resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinadas regiões. Nasceu da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, idéias, hábitos, tradições, usos e costumes, artesanato, folclore, etc.

O livro "Para rir até chorar com a cultura popular", de autoria do escritor Marcos França, aborda o lado humorístico dos diversos ramos dessas manifestações, com ênfase para a Cantoria.

Aqui estão reunidos os versos mais lindos e bem humorados de todos os tempos, escritos por grandes poetas e cordelistas nordestinos ou cantados em desafio pelos mais extraordinários violeiros, cantadores e repentistas dessa região.

São mais de 300 páginas onde o autor mostra o melhor do lado humorístico contido em diversos ramos de nossa cultura popular, com destaque para a Cantoria.

O livro também ensina como são construídos mais de 50 gêneros de cantoria, com suas normas e maneiras diferentes de organizar os versos, explicando detalhadamente o tipo de rima, o número de versos, o número de sílaba e metrificação de cada modalidade. A obra contém, ainda, quase 800 adágios, ditados e ditos populares de todos os tempos.

Sobre o livro:

A intenção do autor, segundo ele próprio é mostrar o lado humorístico de diversos ramos de nossa poesia popular, com destaque especial para a cantoria, que já foi muito popular no sertão nordestino. Mas, mesmo sem aquela valorização do passado, tem resistido ao tempo e ainda mantém sua importância como cultura que é. Da mesma forma, a Literatura de Cordel, as Emboladas, os ABC, os Poemas, as Canções, os Romances, as Gestas, etc. também já tiveram sua época de ouro.

Os temas abordados nessas manifestações artísticas são infinitos, mas os mais quentes e esperados são os ataques entre os seus participantes. São verdadeiras brigas poéticas. Os cantadores também aproveitam as circunstâncias que ocorrem durante o evento para a introdução de gracejos e palavras “malcriadas”. Da mesma forma, as características dos adversários e seus defeitos são motivos para a “ridicularização”.

O humor está presente em todos os temas apresentados. Às vezes ele se manifesta de forma ingênua e engraçada e em outras vezes se apresenta de modo malcriado. O humor desses poetas populares está na forma de contar vantagem, xingar, zombar, sair de enrascadas preparadas pelos adversários e cantar coisas absurdas. Fazem isso, principalmente, para descontrair a platéia ou os leitores e fazê-los rir. Em todas as ocasiões, eles demonstram talento e habilidade que contagiam o seu público. São o gênio e a aptidão natural desses artistas que ainda despertam o interesse por essas expressões artísticas e as mantém vivas nos dias de hoje.

No livro estão reunidos os versos mais lindos, alegres e bem humorados de todos os tempos, cantados ou escritos por alguns dos mais extraordinários poetas nordestinos, quase todos já publicados em outros livros ou gravadas em “CD” e, portanto, já do conhecimento público. No livro o autor relaciounou alguns poemas que julgou mais interessantes. São Quadras, Décimas, Sextilhas, Mourões, Martelos, ABC, Cordel, Emboladas e outras formas de poesia que veremos adiante. Elas despertaram palmas e arrancaram gargalhadas dos ouvintes e leitores. Para facilitar a leitura, elas estão agrupadas em 21 temas diferentes, cada qual agrupando poesias específicas daquele assunto.

Durante os trabalhos de pesquisas foram encontradas muitas controvérsias referentes a autoria de vários versos. Enquanto um escritor ou violeiro cita determinado repente como sendo de criação de fulano, outro afirma que é de cicrano. As vezes, um terceiro garante que é de beltrano. Também foram encontradas as mesmas poesias escritas com palavras ou frases diferentes umas das outras, sem, contudo, modificar o sentido da estrofe.

Boa leitura.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

História da Paraíba

Com 260 páginas e organizado pelo economista Heitor Cabral, o livro traz ensaios de historiadores e escritores que contam um pouco da historia de nosso Estado, sob vários aspectos. Na primeira parte (Capitania, Província e Estado), o historiador e escritor José Octávio de Arruda Melo reconstitui, em 12 capítulos, a evolução da Paraíba. No segundo segmento (Usos e Costumes), o fotógrafo e historiador Arion Farias restaura a capital baseado em elementos como educação, padarias, casarões, cabarés, transportes, igreja, radiofonia, namoros, casamentos, vestuários, etc. E na terceira parte (A Expansão da Cidade), o professor Humberto Mello vislumbra a antiga Felipéia nos aspectos geográficos e espacial. O livro vem ainda com um CD encartado, onde José Octávio faz algumas explicações sobre aspectos históricos do Estado.