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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Equipe da novela "Aquele Beijo" da Globo faz pré-produção na Paraíba

A equipe técnica da Rede Globo de Televisão que fará a pré-produção das gravações da novela “Aquele Beijo” desembarca na Paraíba nesta quarta-feira (10).  Escrita por Miguel Falabella, a próxima novela das 19h da emissora terá locações em João Pessoa e Cabaceiras. As gravações foram articuladas com a direção da TV Globo pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Setde), em parceria com a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) e com o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).

A equipe ficará no Estado até o próximo sábado (13) e a novela está prevista para estrear em outubro. Para o secretário da Setde, Renato Feliciano, a iniciativa dará visibilidade à Paraíba e, consequentemente, contribuirá para o crescimento do turismo no Estado. “Esta novela vai promover a divulgação das paisagens e da cultura da Paraíba, nossas paisagens, contribuindo, também, para a geração de emprego e renda”, ressaltou.

A presidente da PBTur, Ruth Avelino, destaca que o folhetim será uma oportunidade muito interessante para o Estado, que já está em evidência por conta do trabalho forte de divulgação que o Governo vem desenvolvendo. “É um espaço na mídia muito importante para Paraíba, que vai ficar uma semana em exibição na maior emissora do país”, afirmou.
A equipe que chega à Paraíba nesta quarta é formada por sete profissionais da emissora. Um dos personagens de “Aquele Beijo”, interpretado pelo ator Diogo Vilela, passará pela Paraíba nos primeiros dias de exibição da trama. A novela, que tem no consumismo um de seus temas, tem a colaboração de Ângela Carneiro e Luiz Carlos Góes, com direção de Cininha de Paula.

Intercom 2011 acontecerá no Recife

O mais importante congresso de comunicação da América Latina será sediado na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife. Em sua 34ª edição, o evento volta ao nordeste após dois anos, comemorando os 50 anos da instituição de ensino.

Fundado por um de seus ex-alunos e seu atual presidente de honra, o professor José Marques de Melo, o 34º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), será realizado com o tema “Quem tem medo de pesquisa empírica?, entre os dias 3 a 6 de setembro de 2011, no campus da Católica.

São esperados cerca de quatro mil pesquisadores e profissionais de todo o Brasil e do mundo. Essa edição do congresso parece vir cheia de novidades. Em conversa com o Boletim Unicap, o professor Zé Marques ainda adiantou algumas surpresas que estão sendo preparadas para o congresso no próximo ano, a exemplo de dois clássicos de Luiz Beltrão que serão debatidos nas mesas-redondas e palestras do Intercom 2011.

Gaudêncio Torquato será homenageado no Intercom 2011

O XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2011, que  será sediado pela Universidade Católica de Pernambuco de 2 a 6 de setembro, prestará uma homenagem ao jornalista Gaudêncio Torquato, pioneiro da Comunicação Organizacional no Brasil.

Ele será homenageado na mesa “A Intercom e a Memória das Ciências da Comunicação”, programada para o dia 4 de setembro, das 14h às 16h, e que contará com a participação dos professores  Adolfo Queiroz (Umesp) e Margarida Kroling Kunsch (USP). A mediação será da professora Ada Denker (Anhembi-Morumbi).

Vencedor do Prêmio Esso, professor titular da USP e consultor político, defendeu a primeira tese no país sobre a Comunicação Organizacional. Autor de mais de dez livros, publicou o primeiro livro sobre Marketing Político no Brasil. Como analista político e social, é fonte requisitada pelos principais veículos de comunicação para opinar sobre os fatos e cenários das áreas. Conferencista e palestrante é autor de diversos papers sobre conjunturas político-econômicas e estratégias de comunicação para série de empresas e setores produtivos.

Natural da cidade de Luís Gomes, no Rio Grande do Norte, começou a exercer a atividade de repórter como colaborador de jornais e revistas do Recife em 1962, quando iniciava seus estudos no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco. Ele exerceu o jornalismo em várias das principais publicações do Nordeste e também do Sudeste do país, entre os quais Jornal do Commercio, Folha de São Paulo e Correio da Manhã. Em 1966, Torquato ganhou o Prêmio Esso na categoria Científica, com uma série de reportagens sobre a doença da barriga d´água.

A sua experiêcia no planejamento, redação e produção de grandes reportagens o leva às salas de aula. Interessado na pesquisa sobre jornalismo, é convidado para dar aulas na Cásper Líbero e passa a integrar o seu corpo docente em 1968. A convite do professor José Marques de Melo, torna-se professor assistenre da Escola de Comunicações e Arte da USP.

O interesse pelo jornalismo empresarial leva Torquato a organizar os departamentos de comunicação de grandes empresas e, depois, a enveredar pelo segmento institucionla, com o convite para trabalhar no Governo José Sarney e participar da criação do Conselho de Comunicação, órgão destinado a discutir as políticas para o setor no país. Em meados dos anos 80, ele se volta para outro campo embrionário no país: o marketing político. Começa com a bem-sucedida campanha do empresário Tasso Jereissati para o governo do Ceará, em 1986. A partir daí, seguem-se dezenas de outras, como as de João Faustino, Freitas Nobre, Guilherme Afif Domingos e Mário Covas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Estudantes lançam Observatório da Mídia Paraibana

A abertura será nesta segunda-feira (8), às 19h00, no Auditório do Centro de Educação, da Universidade Federal da Paraíba, Campus de João Pessoa

O Observatório da Mídia Paraibana faz a apresentação de suas atividades para o semestre 2011.2. Para celebrar o lançamento oficial do projeto, o “Observatório da Mídia Paraibana – Analisando o discurso de cada sistema, na linguagem de cada veículo” desenvolverá atividades na semana de recepção de feras promovida pelo Coletivo COMjunto de Comunicadores Sociais que vai desta segunda-feira (8) a 12 de agosto. A abertura será nesta segunda-feira (8), às 19h00, no Auditório do Centro de Educação, da Universidade Federal da Paraíba.

Para compor a mesa de abertura do projeto, teremos a presença do professor Claúdio Paiva (Decomtur e PPGCOM/UFPB), que falará sobre “O Observatório da Imprensa e a Crítica da Mídia na Era Digital”. Ao seu lado, estará o professor Wellington Pereira (Demid e PPGCOM/UFPB), que terá como tema a proposta do linguista Noam Chomsky, "Quer conhecer a mídia? Comece pelos donos". Também participará da mesa a jornalista e membro do Observatório, Maria Silva, apresentando os detalhamentos teóricos e metodológicos do projeto.

O projeto, de inciativa estudantil, já vem desenvolvendo pesquisas sobre a produção midiática paraibana desde o ano passado e tem como objetivo aprofundar a reflexão sobre a mídia do nosso estado. A proposta desenvolve atividades que estimulem a multidisciplinaridade e a crítica como ferramentas pedagógicas para o fortalecimento de uma perspectiva que cobre excelência da produção midiática.

Na semana de lançamento do Observatório, também será desenvolvida a “Oficina de Telejornalismo: construindo o observatório da mídia paraibana na TV”, que tem como proposta desenvolver um programa piloto do Observatório. A oficina será ministrada nesta terça (9), quarta (10) e quinta (11), gratuitamente, pela estudante Cybelle Soares e a jornalista Janaine Aires, membros do Observatório. Para fazer a sua inscrição, envie um email para coletivo.comjunto@gmail.com

domingo, 7 de agosto de 2011

Rádios Comunitárias podem ofertar sinal de internet

Uma proposta em estudo pelo Governo Federal pode fazer com que as rádios comunitárias aumentem suas atribuições junto às comunidades. Além de continuarem a fazer o trabalho social que realizam, essas emissoras podem contribuir com a expansão da banda larga no país oferecendo internet para os cidadãos e órgãos públicos. Embora ainda se trate de uma ideia embrionária, membros do governo foram receptivos à possibilidade.

Pelo projeto, as emissoras comunitárias poderiam obter uma licença para oferecer internet em uma área específica, o que facilitaria o acesso à rede de pessoas de áreas rurais e periféricas. São mais de 4.200 rádios outorgadas no Brasil. E esse alcance pode aumentar, já que ainda existem muitos locais no país que têm direito a ter uma rádio, cerca de 30 mil localidades.

As rádios provedoras de internet continuariam a atuar sem fins de lucro, o que significa que elas poderiam oferecer o sinal de forma gratuita ou mesmo cobrar uma quantia apenas para cobrir os custos dos investimentos de transmissão. Segundo estudo feito pelo Instituto Bem Estar Brasil esse preço ao consumidor sairia em torno de R$ 15 por 1 megabyte (R$ 20 a menos do que foi acordado com as teles no Plano Nacional de Banda Larga).

O novo serviço interessaria às rádios porque essa oferta aumentaria a participação da comunidade na emissora, que poderia até criar espaços de formação para os cidadãos, como os telecentros. “Estaríamos contribuindo para universalização do serviço”, afirma Sóter, da Abraço. Além disso, as rádios teriam internet para seu próprio uso.

Embora o público a ser atendido por uma rádio provedora de internet deverá ser pequeno, o novo serviço criaria uma nova demanda que as emissoras teriam que dar conta para não prestarem uma internet de má qualidade. Para Sóter, essa é não é uma questão central. “Se você tem tecnologia e suporte técnico para orientar, não teria problema”, opina.

Licenças

Mas para que a ideia seja colocada em prática não é preciso apenas vontade política do governo. Atualmente a legislação cria empecilhos para que associações sem fins lucrativos consigam licenças para o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), no qual está inserido a internet. Uma exceção foi criada para as prefeituras, por meio de um ato normativo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Essa mudança pode estar a caminho. Segundo o presidente do Instituto Bem Estar Brasil, Marcelo Saldanha, há um cenário favorável para isso. Um dos fatores é que está em discussão no Conselho Diretor da Anatel um projeto de revisão do regulamento do SCM. A conselheira Emília Ribeiro, relatora da proposta de novo regulamento, pretende diminuir o valor para licenças municipais de R$ 9 mil para R$ 400.

Outro fato que pode impulsionar a mudança na obtenção das licenças pode vir do próprio governo. Segundo Saldanha, se não houver uma flexibilização das regras para aumentar o número de provedores de internet no país, a Telebrás pode ter sua atuação limitada. Isso porque são cerca de 2,5 mil provedores e desses a maioria são pequenos e médios, que são os grandes interessados na utilização do link da empresa.

No entanto, segundo cálculos de Saldanha esses provedores não garantiriam a ampliação desejada da internet via Telebrás, forçando o governo a permitir entidades sem fins lucrativos obterem as licenças. “Se dobrar a capacidade de atendimento dos pequenos e médios provedores não chega a atingir 8 milhões de pessoas”, prevê. Não contabilizando, nesse caso, os cerca de 3 mil provedores clandestinos. No atual quadro, a oferta de banda larga no país é muito concentrada. Embratel/Net, Telefônica, Oi, CTBC e GVT controlam 95% do mercado de prestação desse serviço.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Semana Curta Campina chega à terceira edição neste dia 8

Cinco dias de exibição e debates de filmes produzidos em Campina Grande. Na sua terceira edição, a Semana Curta Campinapossibilitará ao público apreciar dezenas de obras produzidas na região. A mostra será realizada de 8 a 12 de agosto, sempre às 19 horas. A entrada é gratuita.
Logo após as exibições dos filmes, haverá uma conversa entre os cineastas e o público. O intuito é contribuir para o enriquecimento da produção e possibilitar o acompanhamento da produção cinematográfica local, que está se intensificando a cada ano, mas, na ausência de espaços disponíveis, ainda encontra dificuldades de escoamento.

A Semana Curta Campina é uma mostra de cinema que surgiu em 2009 e tem o objetivo de incentivar a produção de cinema local, proporcionando um espaço de exibição e discussão dos curtas metragens. A cada edição, o número de obras inscritas na mostra e o público participante vem aumentando. Este ano, inclusive, foram abertos espaços para produções de outras cidades  como Aparecida, Guarabira e Sousa.

A III Semana Curta Campina é uma realização do Sesc Paraíba. Mais informações pelo telefone (83) 3341-5800, pelo e-mail culturasesccg@gmail.com ou no Sesc Centro Campina Grande, na Rua Giló Guedes, 650, Santo Antônio.
Confira a programação completa da III Semana Curta Campina:

08 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
A Fábrica das Gravatas, de Erik Medeiros
A Troca, de Samantha Pimentel
Ensaio, de Altiéres Estevam
Maria do Caixão, de Hildeberto Figueiredo

09 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
O Homem e a Serra, de Luiz Cacau
Estrelando José Sawlo,  de Leandro Alves
Hoje Tem Espetáculo?, de Leandro Alves
O Prazer em Cartaz, de Sandro Mangueira (Classificação indicativa: 18 Anos)

10 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
Tempere a Gosto, de Raisa Meira
Namoro de Simpatia, de Fabiana Melo
O Bom Baiano, de Wellyton Queiroz, Sílvio César, Bruno Leandro

11 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
22 Anos, de Anne Emanuelle
Quando eu Crescer, de Emmanuel Dias
Isso não é uma Canção de Amor!, de Hildeberto Figueiredo
Concreto, de Jaime Guimarães

12 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
Nóia, de Erik Medeiros
Nóia 2, de Erik Medeiros
A Foca do Judeu, de Altiéres Estevam
Peregrinos, de Adeilton Costa e Ítalo Jones

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Caminhos do Frio: Serraria oferece 'natureza e engenhos'

Famosa pela sua paisagem serrana e também pelo clima agradável, Serraria é segunda cidade no roteiro Caminhos do Frio- Rota Cultura, até domingo, dia 07, com apresentações de grupos de cultura popular, seresta, festival gastronômico e shows musicais.  Entre as atrações estão Clã Brasil, Os Três do Xamego, Banda Sinfônica da UFPB, espetáculo Paraíba Sim Sinhô, Circo Arlequin e a Exposição fotográfica ‘Mel do Sal’, de Gustavo Moura, entre outros.
 
Serraria fica a 137 quilômetros da capital, em distância rodoviária, e está assentada na parte mais alta da cordilheira oriental da Borborema, numa altitude de 526 metros em relação ao nível do mar. Nos primórdios da povoação do município, em meados do século VXIII, a região teve vastas florestas, tornando verdejantes os vales que adornam os velhos engenhos da então aristocracia rural.

A herança cultural dos senhores de engenho é representada por relíquias históricas como os Engenhos Baixa Verde e Martiniano. Com seu aspecto original preservado, tais monumentos têm uma arquitetura imponente, guardando em seu aspecto original, elementos como capela, casa curada, casa grande e gradis.
 
Nas proximidades, é possível também conhecer a floresta denominada Mata do Grilo, que guarda uma atração especial: a Pedra da Furna, antiga residência de índios. Destaca-se também o Engenho Pousada Laranjeiras, instalado num ambiente característicamente rural, onde os visitantes podem desfrutar dos confortos e serviços de um hotel fazenda.
 
Para consultar a programação completa do ‘Caminhos do Frio 2011’ na web e acompanhar as últimas notícias do eventobasta o endereço é www.caminhosdofrio.com. No espaço o visitante pode consultar, além da programação, informações úteis sobre distâncias da capital até as cidades, hospedagem e história dos municípios.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Lançamento do Observatório da Mídia Paraibana

O Observatório da Mídia Paraibana convida estudantes, professores, profissionais e toda a sociedade para o lançamento público de suas atividades no semestre 2011.2. Para compor a mesa de abertura, teremos a presença do professor Claúdio Paiva (Decom e PPGCOM/UFPB), que falará sobre “O Observatório da Imprensa e a Crítica da Mídia na Era Digital”. Ao seu lado, estará a jornalista e membro do Observatório, Maria Silva, que apresentará os detalhamentos teóricos e metodológicos do Observatório.
 
A atividade será realizada na noite do dia 8 de agosto de 2011, no Auditório do Centro de Educação, da Universidade Federal da Paraíba. O lançamento acontecerá dentro da programação de recepção de feras organizada pelo Coletivo COMjunto.
 
Também desenvolveremos a Oficina de Telejornalismo: construindo o observatório da mídia paraibana na TV, cuja proposta é desenvolver o programa piloto do Observatório. A oficina será ministrada nos dias 9, 10 e 11 de agosto, gratuitamente, por Cybelle Soares e Janaine Aires, membros do Observatório.
 
O projeto já vem desenvolvendo pesquisas sobre a produção midiática paraibana desde o ano passado e tem como objetivo aprofundar a reflexão sobre a mídia do nosso estado, entendendo que isto é fundamental para a construção de uma comunicação verdadeiramente democrática e popular.

Serviço:
Lançamento do Observatório da Mídia Paraibana
8 de agosto |
19h | Aud. Centro de Educação - UFPB|
Atividade aberta e gratuita
Oficina de Telejornalismo: construindo o Observatório da Mídia Paraibana na TV
9,10 e11 de agosto|
19h | UFPB |
Vagas limitadas inscrições gratuitas

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Músicos poderão exercer profissão sem registro

Assim como os jornalistas, os músicos podem exercer a profissão livremente sem ter registro ou licença da entidade representativa da categoria, a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB). "A música é uma arte, é algo sublime, próximo da divindade. Tem-se talento para a música ou não se tem", afirmou a relatora do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie. Ela fez questão de revelar que não tem dom para a música, mas que aprecia a arte.

Em 2009, o STF concluiu que era inconstitucional exigir diploma para a prática do jornalismo. A decisão sobre os jornalistas foi citada no julgamento de hoje, dos músicos. Segundo Ellen Gracie, qualquer restrição ao exercício de uma atividade só se justifica se houver interesse público, como ocorre em profissões como médico, engenheiro e advogado.

O STF chegou a essa conclusão ao julgar e rejeitar um recurso do Conselho Regional da OMB em Santa Catarina contra decisão da Justiça do Trabalho que já tinha entendido que a atividade de músico é livre e não depende de registro ou licença. A decisão do STF foi baseada em dispositivo da Constituição Federal que garante a livre expressão da atividade intelectual e artística.

O tribunal deverá se pronunciar mais detalhadamente sobre a atividade de músico ao julgar uma ação movida pela Procuradoria Geral da República que questiona lei de 1960 que regulamentou a profissão de músico. De acordo com a procuradoria, as regras estabelecidas pela lei são flagrantemente incompatíveis com a liberdade.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Música será disciplina obrigatória a partir de agosto

Achei estes comentários bem oportuno e transcrevo os mesmos aqui:

"Daqui a pouco estão instruindo os professores de matemática para lecionar português... Temos muitos rio-grandinos formados em música (UFPEL), espero que o sindicato dos músicos de Rio Grande faça algo em prol destes alunos". Ana Cristina 25-07-2011 - 20h07min

"A secretária sem intenção é claro... Demonstrou indiferença sobre a importância deste assunto e certo desrespeito, tanto com os alunos do município que tem o direito desta disciplina no seu currículo escolar como com os profissionais desta área, quando falou que vai instruir professores , através da professora Marida Saad a trabalharem a música dentro das suas disciplinas. Será impossível se pensar em Educação musical e proposta pedagógica na área de música para as 70 escolas do município de Rio grande com apenas um profissional com formação musical". Roberta Domingues Machado 26-07-2011 - 15h03min

Escolas terão autonomia para decidir o que será trabalhado - Escolas públicas e privadas de todo o Brasil deverão incluir o ensino de Música na grade curricular no segundo semestre(2011). A exigência surgiu com a Lei nº 11.769, sancionada pelo presidente Lula em 18 de agosto de 2008, que determina que a Música deverá ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica (que engloba Educação Infantil e o Ensino Fundamental). A Lei também diz que o prazo máximo para as instituições adequarem-se à determinação é 18 de agosto de 2011.

O MEC recomenda que, além das noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons de instrumentos de orquestra, os alunos aprendam cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos para, assim, conhecerem a diversidade cultural do Brasil. Contudo, a lei não especifica conteúdos, o que proporciona às escolas autonomia para decidir o que será trabalhado.
  • Município
A supervisora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec), Santa Diamantina, informou que, até o momento, o município conta com apenas uma professora formada em música. Segundo ela, inicialmente, a professora Marisa Saad receberá os alunos na Escola de Belas Artes Heitor de Lemos (Ebahl) para ministrar as aulas, "será uma atividade dentro da disciplina de educação artística", enfatizou. Para a locomoção dos estudantes, a unidade de Cultura da Smec disponibilizará um ônibus. "Nós iremos começar este trabalho com quatro escolas do município; para o outro semestre, pretendemos instruir os professores, através da Marisa, a trabalharem a música dentro das suas disciplinas", disse. De acordo com a supervisora, a inclusão da música na educação básica é super importante, pois contribui para a formação cultural da criança que será a sociedade de amanhã. A supervisora, contudo, não mencionou a intenção de contratar novos professores.

  • Estado
A coordenadora adjunta da 18ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Denise Marques, informou que a Secretaria da Educação do RS (Seduc) convocou os setores pedagógicos das coordenadorias de educação do Estado para uma reunião que tratará da inserção da música nas escolas nos dias 17 e 18 de agosto. Segundo ela, poderá haver concurso público para a contratação de professores de música.
  • Particulares
O músico José Daniel Telles dos Santos desenvolve oficinas de violão e aulas de musicalização infantil no Colégio Salesiano Leão XIII para alunos de pré-escola a 4ª série, há quatro anos. Segundo ele, as aulas são descontraídas, com brincadeiras de ritmo em grupos, tirando sons de instrumentos feitos com material reciclado, com jogos de memória, entre outros. Ele também trabalha o canto e as técnicas de respiração com os pequenos. Nas aulas, Daniel contou que são utilizados diferentes estilos musicais e especialmente músicas do folclore. "O objetivo não é formar músicos, mas contribuir para a formação integral do aluno", disse. "Através da música, a criança desenvolve muito a sensibilidade, o trabalho em grupo e as boas noções de relações humanas, raramente a criança que aprende música vai colocar as mãos em uma arma no futuro", afirmou.
Para Daniel, a nova proposta dará mais notoriedade ao professor de música, ele também aposta na necessidade da criação de um curso de música na Furg, "Em Rio Grande temos poucos professores de música com nível superior, são cerca de 10 profissionais para 70 escolas", opinou o profissional que é bacharel em violão pela Universidade Federal de Pelotas.

SUGESTÃO
 
Esta abrangente obra de Martins Ferreira, foi desenvolvida com o intuito de capacitar o professor na utilização deste surpreendente veículo de comunicação que é a música. Com exercícios e muitos exemplos práticos, este livro serve como um guia para atividades com música desenvolvidas em todas as disciplinas.

Da ópera às canções populares, de Beethoven à Waldick Soriano, o autor não teme em ousar, apresentando exemplos que envolvam todos os gêneros musicais para achar as melhores soluções direcionadas à cada área do conhecimento. Fundamental para professores e educadores que desejem trazer a criatividade e o prazer musical para a sala de aula, ampliando o horizonte de seus alunos e garantindo um aprendizado mais criativo e duradouro.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Movimento de Trabalhadores na Cultura luta por mais verbas

A luta por mais verbas para a cultura é de extrema importância. Deve ser uma luta de todos os artistas, produtores, técnicos, gestores, enfim, de toda a sociedade brasileira. Ao longo da minha vida, seja como artista, seja como homem público, sempre empunhei esta bandeira. Da mesma forma, mantive postura inflexível na defesa da liberdade, da democracia e dos movimentos populares.

É com tal espírito que a manifestação convocada por segmentos artísticos de São Paulo foi encarada por mim e pela Ministra Ana de Hollanda: os portões da Funarte foram mantidos abertos, a força policial não foi convocada e, desde o primeiro momento, nos declaramos dispostos ao diálogo.
 
Os principais pontos expressos no manifesto, como as PEC’s 150 e 236 e o Prêmio Teatro Brasileiro encontram-se em discussão no Congresso Nacional. É importante que o debate extrapole os limites dos artistas e fazedores de cultura e chegue aos mais amplos setores da sociedade. Protestos legítimos auxiliam neste processo.
 
Entretanto, quero ressaltar algumas atitudes que não parecem coadunar com o espírito da luta comum dos artistas brasileiros. Cerrar os portões da Funarte – com correntes e cadeados – ofende nossa história de luta pela liberdade. Impedir o acesso de servidores públicos – ou expulsá-los sob ameaça das dependências da Funarte – relembra momentos terríveis de nosso passado não muito distante. Impedir que artistas, escolhidos por processos públicos para ocupar as salas da Funarte, exerçam a sua profissão não é aceitável sob nenhum aspecto. Impedir o andamento de Editais que estão sendo julgados e que favorecerão a própria classe artística é atirar contra o próprio pé. São fatos que, ao invés de atrair simpatizantes para a causa da cultura, dividem e isolam os movimentos.
 
Reitero a ampla disposição para o diálogo com os movimentos populares, conforme orientação da Presidenta Dilma, da Ministra Ana de Hollanda, e de acordo com a minha própria história de vida. É o único caminho possível para que a Cultura Brasileira seja finalmente colocada no patamar que merece.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Projeto leva oficina e fotografia para Bananeiras no brejo paraibano

Durante quatro dias, os moradores do município de Bananeiras, no Brejo paraibano, receberão as atividades da edição 2011do projeto Grãos de Prata – Memória Fotográfica, que incluem exposições e oficinas. O evento acontece desta segunda-feira (25) até quinta (28) e as inscrições estão abertas na Secretaria Municipal de Educação.
 
 O objetivo do projeto, que é realizado através do Programa BNB de Cultura, em parceria com o BNDES, é capacitar moradores de municípios do brejo e da zona da mata paraibana e pernambucana – com população inferior a 100 mil habitantes – para atuar no mercado da fotografia documental e autoral. No último mês de maio, o projeto Grãos de Prata capacitou moradores das cidades de Itambé (PE) e Pedras de Fogo (PB).
 
A exposição “Mel do Sal”, do fotógrafo e coordenador geral do projeto, Gustavo Moura, faz uma análise sobre o ciclo da cana de açúcar nas microrregiões Brejo e Zona da Mata e poderá ser conferida no Espaço Cultural Oscar de Castro até o dia 3 de agosto. No mesmo local, serão oferecidas duas oficinas para as pessoas que se interessam por fotografia. A de Iniciação à Fotografia Documental é ministrada pelo fotógrafo e coordenador geral do projeto, Gustavo Moura, e a de Tratamento de Imagens com Adobe Photoshop (Laboratório Digital), por Wênio Pinheiro.
 
A Mostra Fotográfica dos Alunos reúne os trabalhos realizados em sala de aula e fica aberta à visitação pública também no Espaço Cultural Oscar de Castro durante quatro dias. Em seguida, as fotografias dos 15 participantes, que abordam a realidade local, serão entregues à Prefeitura, que fará mostras itinerantes em escolas, associações e distritos. 
 
Na próxima sexta-feira (29) o projeto Grãos de Prata vai à cidade de Serraria, também no Brejo paraibano. As mesmas atividades serão desenvolvidas na cidade até 1º de agosto e as inscrições para as oficinas estão abertas na Secretaria de Educação de Serraria. 
 
Na opinião de Gustavo Moura, tem se tornado urgente uma maior reflexão e qualificação sobre a importância da prática da fotografia, que se encontra num momento de grande acessibilidade em virtude da popularização das câmeras digitais. “É nesse sentido que a segunda edição do projeto Grãos de Prata - Memória Fotográfica vem dar continuidade no incentivo à produção da fotografia documental”.
 
O coordenador geral do projeto explica que a ideia é proporcionar ao participante um olhar mais atento sobre a memória do seu lugar e, consequentemente, um melhor entendimento sobre as mudanças culturais decorrentes do fenômeno da globalização.
 
A primeira edição do projeto “Grãos de Prata – Memória Fotográfica” foi realizada em 2009 nos municípios de Boqueirão, Coremas e Pombal, com fotografias abordando a preservação do meio ambiente e o patrimônio histórico. Neste segundo ano, com a Exposição Fotográfica “Mel do Sal”, o projeto faz uma análise sobre o ciclo da cana de açúcar em duas microrregiões: Brejo Paraibano e Zona da Mata (Paraíba/Pernambuco). 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ex-aluna da UEPB está entre os indicados ao 53º Prêmio Jabuti

A ex-aluna do curso de Direito da Universidade Estadual da Paraíba, Helini Sivini Ferreira, hoje doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professora dos cursos de graduação e pós-graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), está entre os indicados a disputar o 53º Prêmio Jabuti - maior e mais tradicional prêmio literário nacional.

Ela concorre na categoria Direito com o livro “Biocombustíveis: fonte de energia sustentável?”, organizado em parceria com o professor José Rubens Morato e publicado pela editora Saraiva. 

O livro é resultado de um projeto de pesquisa aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e reúne artigos de especialistas que discutem questões relacionadas ao uso de biocombustíveis como fonte de energia sustentável, tendo como cenário as implicações socioambientais decorrentes do uso constante de combustíveis fósseis, a escassez de recursos naturais e a necessidade de se estabelecer novas estratégias de progresso para as futuras gerações.

Disputam o Prêmio Jabuti apenas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010. O resultado final será divulgado em 18 de outubro.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Jovens talentos das artes poderão receber apoio financeiro do governo em sua formação. É o que propõe o Projeto de Lei do Senado 404/2011, do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que institui o Bolsa-Artista. O objetivo conforme a proposta que será examinada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) é proporcionar o aprimoramento de artistas amadores e profissionais em diversas áreas de atuação, que se encontram em fase inicial de suas carreiras.
 
Inspirado na Bolsa-Atleta, a Bolsa-Artista pretende ser um mecanismo de apoio e incentivo a artistas iniciantes, “mas com potencial já evidenciado em seus campos de atuação”.
 
Ao justificar a proposta, Inácio Arruda argumenta que apesar do desenvolvimento de políticas públicas de incentivo e fomento à cultura, principalmente por meio dos mecanismos de renúncia fiscal, os projetos financiados envolvem, na maioria das vezes, artistas consagrados, não oferecendo oportunidades “para os que dão os primeiros passos no mundo das artes”.
 
“Pretendemos, dessa forma, criar condições para que se desenvolvam talentos em diversas áreas que, muitas vezes identificados na infância ou adolescência, não encontram oportunidade de se desenvolver e se integrar ao cenário artístico e cultural do país”, justifica.
 
No projeto, o parlamentar estabelece os seguintes requisitos para que o artista possa receber o benefício:
1 – Ter idade mínima de 12 anos na data da apresentação da candidatura;
2 – Estar regularmente matriculado em instituição de ensino pública ou privada se for menor de 18 anos, salvo se já houver concluído o ensino médio.
3 – Não ser beneficiário de nenhuma outra iniciativa governamental que envolva a concessão de benefício financeiro associado à formação e à produção artística, cultural ou esportiva;
4 – Encaminhar, no ato da inscrição, plano anual de formação ou aprimoramento no campo artístico e cultural em que atuar, contendo currículo, detalhamento das atividades a serem realizadas e dos objetivos e metas a alcançar, acompanhado de documentos e imagens considerados relevantes para a compreensão da trajetória.
 
Seleção – Conforme a proposta, a bolsa será concedida por um período de um ano, dividida em doze parcelas, com despesas por conta do Ministério da Cultura.
As inscrições para a obtenção da Bolsa-Artista ocorrerão anualmente, mediante publicação em edital, conforme prazos, critérios e procedimentos a serem definidos em regulamento. Também será fixado pelo regulamento o valor da bolsa a que terão direito os artistas selecionados.
 
A seleção dos artistas ficará a cargo de uma comissão que contará com a participação de representantes do governo federal e de entidades vinculadas à comunidade artística nacional.
 
Conforme o projeto, a Bolsa-Artista será regida pelos seguintes princípios: valorização da diversidade de estilos, gêneros e linguagens artísticas; ênfase no pluralismo de ideias e na preservação da diversidade cultural brasileira; prioridade para o desenvolvimento das habilidades dos artistas, e não para projetos culturais específicos; igualdade de tratamento entre as manifestações culturais eruditas e populares.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mídia comercial só mostra a violência das favelas e ignora as reivindicações dos pobres, reclamam comunidades

A mídia comercial não deve restringir a cobertura do cotidiano das favelas às páginas policiais ou aos programas populares de rádio e TV. O apelo foi feito durante a abertura do 1º Encontro Nacional de Correspondentes Comunitários do Viva Favela, que, no Memorial Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Segundo os participantes do evento, a chamada grande imprensa vem reforçando, aos longos de décadas, preconceitos e esteriótipos em relação às comunidades pobres.

Além de debater a forma como a mídia comercial cobre os temas que envolvem as populações mais carentes, o evento tem outros dois objetivos: avaliar os dez anos do site criado pela organização não governamental Viva Rio e incentivar o jornalismo comunitário a produzir reportagens para as redes sociais.

De acordo com jornalistas que trabalham em veículos comunitários, há uma grande resistência da mídia comercial (jornais, site, rádios e TVs) em mostrar conteúdos positivos sobre a vida em suas comunidades ou reivindicações que pressionem governos por serviços públicos.

Da comunidade da Maré, na zona norte da cidade do Rio, a jornalista Rosilene Miliotti criticou a presença de equipes de reportagens nas comunidades pobres apenas para cobrir ações policiais violentas. "Quando é uma coisa legal, eles não vão dizendo que o local não é violento, não tem UPP [Unidade de Polícia Pacificadora]. Mas quando tem tiroteio, eles estão lá."

A jornalista reclama também da pouca visibilidade ou da falta de acompanhamento por parte da imprensa de crimes ocorridos dentro das comunidades, como sequestros, assassinatos e roubos. Rosilene aproveitou para denunciar mais um arrombamento da sede do Movimento Enraizados, no Complexo do Alemão, na zona norte. Até agora, o crime não foi esclarecido.

Na periferia de Salvador, a situação é semelhante, conta o jornalista Ivan Luiz. Lá, relata, as equipes de reportagem acompanham ao vivo as operações policiais. "A imprensa invade a comunidade com a polícia, mas não faz reportagens sobre a nossa cultura ou nossos artistas. Temos uma classe média que cresce com a oferta de serviços e que ninguém descobriu.".

Estar na grande imprensa é uma das formas de romper preconceitos, mas não é a única, segundo a jornalista Angelina Miranda, de Capão Redondo, em São Paulo. "Não estou certa de que as corporações por trás desse sistema querem mudá-lo. O melhor é que continuemos nós mesmos a produzir e republicar nosso conteúdo sem intermediários".

A veiculação das colaborações para o site Viva Favela já rendeu prêmio a ONG Viva Rio e hoje constitui um acervo importante de memória das comunidade e de denúncia social, de acordo com o coordenador Rubem Cesar Fernandes. Segundo ele, o projeto continuará com foco na produção de textos, imagens e áudios, com a possibilidade de expandir a rede para outros países.

"O Viva Favela é um veículo de comunicação nacional, colaborativo, que vem da favela para fora, para o mundo. O site ajudou a quebrar o grandes mitos. E temos espaço para expansão. Um Viva Favela falando inglês, francês, espanhol, com outras favelas mundo afora."

O evento inclui ainda oficinas, debates sobre políticas de comunicação e de cultura, além de shows.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Abertas inscições para o XI dos Novos do Sesc

O XI Salão dos Novos do Sesc Paraíba já está com as inscrições abertas. O evento terá exposição, oficinas e bate papo com artista. Este ano, a artista homenageada é Isa Galindo. Os interessados em participar podem se inscrever nas categorias desenho, pintura, fotografia, gravura, escultura/objeto e instalação. O evento acontece de 9 a 30 de setembro, na área de lazer do Sesc Centro João Pessoa.

O Salão dos Novos do Sesc Paraíba tem o objetivo de incentivar e difundir a produção de novos artistas. Podem participar comerciários, dependentes e artistas plásticos de todo o estado. Os pré-requisitos são que os concorrentes sejam iniciantes nas artes visuais e que tenham a partir dos 15 anos de idade.

As obras devem seguir as especificações recomendadas no
regulamento. Entre os trabalhos inscritos, o júri selecionará 35 obras que serão expostas. O XI Salão dos Novos dará seis prêmios aquisição no valor de mil reais. Cada participante deverá inscrever três trabalhos em uma mesma categoria, mas também poderá participar de outra categoria com um trabalho em grupo.

Além das exposições, haverá uma oficina de xilogravura e outra de cor que acontecerão de 12 a 16 de setembro. A de xilogravura será ministrada por Unhandeijara Lisboa, das 14 às 17 horas. A oficina de cor abordará A importância da cor e Construção do Círculo Cromático e será conduzida por Alena Sá, das 19 às 21 horas.

As
inscrições vão até o dia 22 de agosto e são feitas no setor de cultura do Sesc Centro João Pessoa, que fica na Rua Desembargador Souto Maior, 291, no Centro da capital. Mais informações através do telefone (83) 3208-3158.

Caminhos do Frio 2011 tem data e roteiro alterados

A Rota Cultural Caminhos do Frio 2011, que começaria dia 18, em Areia, foi adiada devido as fortes chuvas que deixaram em situação de Estado de Emergência algumas cidades do roteiro, principalmente Areia, Alagoa Grande e Alagoa Nova. Desta forma, ao invés da Roteiro começar por Areia, iniciará por Bananeiras. A data inicial, que seria hoje, agora será dia 25, próxima segunda-feira. O Caminhos do Frio, segue a programação normal tendo agora Areia no seu fechamento.
 
Segundo a gestora do projeto de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, devido as fortes chuvas alguns acessos foram prejudicados, no entanto a comunidade do município receberá a programação de oficinas que já estavam agendadas. “Nós vamos fazer chegar até lá essas oficinas de música, de dança, capoeira, do que foi de desejo da comunidade, e esperamos no final de semana os turistas que já agendaram suas estadias. Mesmo com esse imprevisto considero a melhor programação que o Caminhos já teve ao longo dos seis anos”, reforçou Regina.
 
Em informações divulgadas no site do Caminhos do Frio (www.caminhosdofrio.com.br), a secretária de Cultura de Areia, Janaina Azevedo, afirmou que as chuvas derrubaram uma ponte em Campina Grande, dificultando o acesso de quem vem do Sertão. Outra ponte depois de Esperança que liga Lagoa de Roça à Campina, também acabou caindo. Além disso, o acesso via a serra de Alagoa Grande tem um imenso buraco na estrada, caíram árvores e barreiras. Outro acesso via a Serra do Espinho, por Pilões, Guarabira e João Pessoa, também foi interditado, provavelmente por uma queda de barreira.
 
A ‘Rota Cultural Caminhos do Frio 2011’ é uma realização do Sebrae Paraíba, Governo do Estado, prefeituras municipais e parceria com ONGs e instituições públicas e privadas dos seis municípios que integram o circuito.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Aberto 7º Mutirão da Comunicação

A objetividade e pontualidade marcaram a abertura do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), no início da noite deste domingo, 17, no Ginásio da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. “Declaro abertas as atividades do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação”, disse o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, pontualmente às 18h30. “Que o Cristo Redentor derrame suas bênçãos sobre todos”, acrescentou.

O mutirão deve reunir cerca de mil comunicadores de todo o país até a próxima sexta-feira. Ele é promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e realizado pela arquidiocese do Rio de Janeiro e PUC-Rio, com apoio do Regional Leste 1 da CNBB.

A mesa de abertura foi composta, além do arcebispo do Rio, pelo presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli; pelo arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa; pelo reitor da PUC, padre Josafá Carlos de Siqueira; pelo coordenador geral do Mutirão, padre Omar Raposo; pelo vigário episcopal para as comunicações da arquidiocese do Rio, padre Marcos Willian Bernardo; pelo diretor acadêmico do Muticom, professor Miguel Pereira, e pelo conferencista da noite, mons. Dario Viganò, professor da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Entoados os hinos Pontifício e Brasileiro por um grupo dos Arautos do Evangelho, houve breve saudação dos componentes da mesa. “Desejo frutuoso mutirão para todos. Renovo, mais uma vez, minha alegria de estar com vocês para compartilhar a comunhão”, disse dom Claudio Maria Celli.

O presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, exortou os participantes a “escancararem as portas do coração a Cristo”, colocando-se como “discípulos missionários de Cristo para o anúncio do evangelho potencializado com os meios que estão disponíveis”.

Já o reitor da PUC destacou o papel da universidade no Mutirão lembrando a importância do mundo acadêmico. “É preciso trabalhar com racionalidade os valores do evangelho para estejam presentes em nossos processos comunicativos”, sublinhou.

domingo, 17 de julho de 2011

Filme sertanejo será lançado dia 16 de julho

O cinema paraibano esperou com ansiedade o lançamento do filme Antoninha do diretor aparecidense Laercio Ferreira Filho, que aconteceu, ontem, 16,  dentro da programação da II Mostra Acauã do Audiovisual Paraibano, no Conjunto Histórico da Fazenda Acauã, no município de Aparecida – PB.

O elenco do filme conta com nomes conhecidos do cinema brasileiro, a exemplo da atriz Marcélia Cartaxo (A Hora da Estrela, Madame Satã, O Sonho de Inacim) dos atores W. Solha (A Canga, Lua Cambará) e Nanego Lira (Tempo de ira, Depois da Curva, O Plano do Cachorro) e um grupo de atores locais, com destaque para a atriz Agatha Barbosa que estréia no cinema  interpretando a protagonista do filme.

Todo o filme foi rodado no mês de dezembro de 2010, no município de Aparecida, Sertão da Paraíba, mais precisamente nas fazendas Acauã e Xique Xique. Sua produção envolveu mais de cinqüenta pessoas, sendo a maioria delas moradores do entorno das fazendas e alunos das oficinas de audiovisual do Ponto de Cultura Caminhos de Acauhan, resultado de uma parceria da Acauã Produçãoes Cilturais com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

O Filme conta a história de uma fazenda sertaneja em um longo período de seca verde, momento em que o seu proprietário resolve vender as terras e mandar todos os seus moradores embora, provocando assim uma reação da menina Antonina que, num gesto de ousadia, resolve roubar a imagem de São José da casa do coronel para fazer chover, causando atitudes supreendentes ao patrão.

A produção do filme é da Acauã Produções Culturais, ONG da cidade de Aparecida, através do Núcleo de Audiovisual João Carlos Beltrão e da Pigmento Cinematográfico, empresa de cinema de João Pessoa, com patrocínios do Ministério da Cultura através da Lei Ruanet, do Banco do Nordeste e da Ação Microprojetos Mais Cultura da Funarte  e do Governo Federal.
Esse é o quinto trabalho do diretor Laercio Filho, produtor cultural da cidade de Aparecida, que atua há mais de vinte anos nas áreas de teatro, música, literatura e também no cinema, desde de 2005, estreando com o documentário Memória Bendita, resultado   da seleção do primeiro edital do  programa Revelendo os Brasis,  do Ministério da Cultura.

O trailer, além de fotos e matérias sobre o filme podem ser conferidos no blog www.antoninhaofilme.bogspot.com

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Feira do Artesanato Mundial

Entre os dias 15 e 24 de julho, Campina Grande receberá pela primeira vez a tradicional Feira do Artesanato Mundial (FAM). A Feira acontece na Fiep Campina Grande e promete levar os visitantes a uma verdadeira viagem de volta ao mundo sem sair da capital paraibana. São cerca de 70 estandes exibindo um autêntico mosaico cultural com produtos artesanais e culinários provenientes de mais de 25 países de todos os continentes. A FAM 2011, que está em sua 21ª edição, poderá ser conferida diariamente das 15h00 às 22h00.  Esta é a primeira vez que a Feira do Artesanato Mundial é realizada em Campina Grande, e a expectativa dos organizadores é que o evento gere um volume de negócios superior a R$ 1 milhão. A FAM 2011 espera receber cerca de 50 mil visitantes durante os 10 dias de evento, que terão a oportunidade de apreciar e adquirir produtos legítimos e originais com preços que variam entre R$ 5,00 e R$ 4 mil.

A Feira do Artesanato Mundial promove o intercâmbio cultural entre os produtos brasileiros e os importados trazendo um pouco das cores e texturas de países como Indonésia, Índia, Egito ou Austrália ao Brasil. Durante a viagem pelos diversos encantos criados pelas hábeis mãos de artesãos de diversas nacionalidades, os visitantes irão apreciar peças em tapeçaria, cerâmica, tecido, joias e metais enquanto degustam delícias pouco encontradas em Campina Grande.