Programado de chegar às lojas na próxima semana, o disco Zé Ramalho Canta Beatles é o quinto tributo que o paraibano apresta aos seus heróis. Após Raul Seixas, Luiz Gonzaga, Bob Dylan e Jackson do Pandeiro, Canta Beatles traz 16 faixas produzidas pelo próprio Zé com direção musical e programações do seu fiel escudeiro Dodô de Moraes. A capa faz homenagem ao disco With the Beatles, segundo disco do quarteto, lançado em 1963. No lugar do rosto dos ingleses, é o próprio Zé quem aparece quatro vezes. A ideia da capa foi do próprio cantor e foi finalizada pela designer Bady Cartier. O tributo vai ser lançado pelo selo Discobertas, de Marcelo Fróes. Foi pelo mesmo, inclusive, selo que o cantor lançou Canta Jackson do Pandeiro, Canta Luiz Gonzaga e a coletânea Zé Ramalho da Paraíba. Esta última tem um sabor especial para os fãs por conta do seu valor histórico. Ao longo de 23 faixas do disco duplo, pode-se encontrar as primeiras gravações do cantor de voz agreste quando ainda atendia pelo nome de Zé Ramalho da Paraíba. A mistura de rock, blues, psicodelia com os sons nordestinos fazem o tom de canções como Jacarepaguá Blues e Falido transatlantico. Entre as preciosidades ali contidas estão faixas ao vivo e em estúdio, muitas delas até então inéditas em CD. Os destaques ficam para O Astronauta, de Helena dos Santos e Édson Ribeiro, lançada por Roberto Carlos em 1970. Há ainda interpretações embrionárias de Avohai, Jardim das Acácias e Dança das Borboletas. Passeando pela ficha técnica é possível ainda ver a presença dos músicos da lendária banda pernambucana de rock psicodélico Ave Sangria. Ou seja, para os fãs da garimpagem musical e de Zé Ramalho, vale à pena conhecer este disco.
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sábado, 6 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Antônio Loureiro: “Estou tentando entender o que aconteceu”
“Estou tentando entender o que aconteceu”
A música é mesmo algo visceral. Ouço muitas coisas novas todos os dias, mas entre tantas, há sempre aquelas músicas e até discos inteiros que acabam se enganchando na rede de nossos pensamentos. Eles ficam lá por um bom tempo, até que entendamos de que forma eles se engancharam tão embaraçadamente. Aqueles complexos que você para e fica alí, decifrando como revertê-lo sem arranhá-lo ou ter que cortar as linhas da rede.
Assim, o álbum desse jovem mineiro chegou até a mim. Entre tantos, o seu disco também enganchou e fez parte de dias tristes e dias felizes. A obra musical inteira é de arrepiar, mas confesso que ainda ouço quase que diariamente a faixa “Roda Gigante”. Sabe aquela música que você canta para você mesmo? Pois é! Pensando aqui, acho que eu até consigo interpretar cada fraseado da canção (risos). Ainda destaco as faixas “Vôo a Dois”, “A Partir”, “Nova” e a alegre, dançante e mineiríssima “Quinem Quiabo”, o contagiante instrumental, fonte onde nasceu a arte desse rapaz.
O disco homônimo de Antonio Loureiro, um jovem de apenas 24 anos é arrebatador. Toda sua musicalidade como multi-instrumentista e suas andanças pelo nobre caminho musical das Minas Gerais o evidência em meio tantos talentos dessa nova safra.
Não é qualquer jovem músico que tem a honra de gravar um disco independente com participações de peso da atual música brasileira como Fabiana Cozza (faixa Coreira), André Mehmari, 5to Sujeito a Gincho, Marcelo Pretto, Kristoff Silva (faixa Nova), Juliana Perdigão (faixa Sentimento), Makely Ka (faixa Câmara Escura), Sérgio Pererê (faixa Câmera Escura), Rafael Martini e Leonora Weissmann (Quebrapedra), além da presença do cantor europeu e colaborador do projeto, David Linx. Uffa! Tive que copiar do release.
Depois de sua turnê pela europa, Antonio voltou ao Brasil e agora se dedica a divulgação do disco aqui por nossas terras. Os grandes teatros e casas de shows, se já não o conhece, já agendaram uma apresentação sua para os próximos meses. Então faça como eu. Quando ele estiver por perto, pergunte por que o seu disco ainda não está em seu acervo? E não perca o seu show!
Antônio Loureiro - 2010
01. Voo a Dois
02. Câmara Escura
03. Coreira
04. A Partir
05. Roda Gigante
06. Nova
07. A Cor do Progresso
08. ID
09. Um Início Meio Fim
10. Sentimento
11. Quinem Quiabo
02. Câmara Escura
03. Coreira
04. A Partir
05. Roda Gigante
06. Nova
07. A Cor do Progresso
08. ID
09. Um Início Meio Fim
10. Sentimento
11. Quinem Quiabo
Download: Antônio Loureiro - Antônio Loureiro - 2010 (54.89MB) Adicionado: 28/07/2011 Baixado: 74 vezes Aviso: Todas as obras disponibilizadas e distribuidas neste site são gratuitas e autorizadas por seus autores |
Música será disciplina obrigatória a partir de agosto
Achei estes comentários bem oportuno e transcrevo os mesmos aqui:
"Daqui a pouco estão instruindo os professores de matemática para lecionar português... Temos muitos rio-grandinos formados em música (UFPEL), espero que o sindicato dos músicos de Rio Grande faça algo em prol destes alunos". Ana Cristina 25-07-2011 - 20h07min
"A secretária sem intenção é claro... Demonstrou indiferença sobre a importância deste assunto e certo desrespeito, tanto com os alunos do município que tem o direito desta disciplina no seu currículo escolar como com os profissionais desta área, quando falou que vai instruir professores , através da professora Marida Saad a trabalharem a música dentro das suas disciplinas. Será impossível se pensar em Educação musical e proposta pedagógica na área de música para as 70 escolas do município de Rio grande com apenas um profissional com formação musical". Roberta Domingues Machado 26-07-2011 - 15h03min
Escolas terão autonomia para decidir o que será trabalhado - Escolas públicas e privadas de todo o Brasil deverão incluir o ensino de Música na grade curricular no segundo semestre(2011). A exigência surgiu com a Lei nº 11.769, sancionada pelo presidente Lula em 18 de agosto de 2008, que determina que a Música deverá ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica (que engloba Educação Infantil e o Ensino Fundamental). A Lei também diz que o prazo máximo para as instituições adequarem-se à determinação é 18 de agosto de 2011.
O MEC recomenda que, além das noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons de instrumentos de orquestra, os alunos aprendam cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos para, assim, conhecerem a diversidade cultural do Brasil. Contudo, a lei não especifica conteúdos, o que proporciona às escolas autonomia para decidir o que será trabalhado.
- Município
A supervisora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec), Santa Diamantina, informou que, até o momento, o município conta com apenas uma professora formada em música. Segundo ela, inicialmente, a professora Marisa Saad receberá os alunos na Escola de Belas Artes Heitor de Lemos (Ebahl) para ministrar as aulas, "será uma atividade dentro da disciplina de educação artística", enfatizou. Para a locomoção dos estudantes, a unidade de Cultura da Smec disponibilizará um ônibus. "Nós iremos começar este trabalho com quatro escolas do município; para o outro semestre, pretendemos instruir os professores, através da Marisa, a trabalharem a música dentro das suas disciplinas", disse. De acordo com a supervisora, a inclusão da música na educação básica é super importante, pois contribui para a formação cultural da criança que será a sociedade de amanhã. A supervisora, contudo, não mencionou a intenção de contratar novos professores.
- Estado
A coordenadora adjunta da 18ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Denise Marques, informou que a Secretaria da Educação do RS (Seduc) convocou os setores pedagógicos das coordenadorias de educação do Estado para uma reunião que tratará da inserção da música nas escolas nos dias 17 e 18 de agosto. Segundo ela, poderá haver concurso público para a contratação de professores de música.
- Particulares
O músico José Daniel Telles dos Santos desenvolve oficinas de violão e aulas de musicalização infantil no Colégio Salesiano Leão XIII para alunos de pré-escola a 4ª série, há quatro anos. Segundo ele, as aulas são descontraídas, com brincadeiras de ritmo em grupos, tirando sons de instrumentos feitos com material reciclado, com jogos de memória, entre outros. Ele também trabalha o canto e as técnicas de respiração com os pequenos. Nas aulas, Daniel contou que são utilizados diferentes estilos musicais e especialmente músicas do folclore. "O objetivo não é formar músicos, mas contribuir para a formação integral do aluno", disse. "Através da música, a criança desenvolve muito a sensibilidade, o trabalho em grupo e as boas noções de relações humanas, raramente a criança que aprende música vai colocar as mãos em uma arma no futuro", afirmou.
Para Daniel, a nova proposta dará mais notoriedade ao professor de música, ele também aposta na necessidade da criação de um curso de música na Furg, "Em Rio Grande temos poucos professores de música com nível superior, são cerca de 10 profissionais para 70 escolas", opinou o profissional que é bacharel em violão pela Universidade Federal de Pelotas.
SUGESTÃO
Esta abrangente obra de Martins Ferreira, foi desenvolvida com o intuito de capacitar o professor na utilização deste surpreendente veículo de comunicação que é a música. Com exercícios e muitos exemplos práticos, este livro serve como um guia para atividades com música desenvolvidas em todas as disciplinas.
Da ópera às canções populares, de Beethoven à Waldick Soriano, o autor não teme em ousar, apresentando exemplos que envolvam todos os gêneros musicais para achar as melhores soluções direcionadas à cada área do conhecimento. Fundamental para professores e educadores que desejem trazer a criatividade e o prazer musical para a sala de aula, ampliando o horizonte de seus alunos e garantindo um aprendizado mais criativo e duradouro.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Milton Nascimento em duetos e projetos
Milton Nascimento ganha coletânea Anos 2000, reunindo fonogramas retirados de projetos, participações em discos de colegas e trilhas. Produzido por Marcelo Fróes para o selo Discobertas, o álbum com 19 faixas foca apenas em material produzido na última década. O importante garimpo ganhou reconhecimento do próprio artista.
O álbum é farto de duos. O encontro com Gilberto Gil na batida Imagine, que abre o disco, é apenas curiosa. Ainda entre os grandes nomes Milton encontra Simone em registros ao vivo de Cigarra e na sensacional Encontros e despedidas. Tem até dueto póstumo, com Luiz Gonzaga, em Luar do sertão. Com Erasmo Carlos Milton canta Emoções, e parece que a música foi feita para sua voz. Com o 14 Bis entra em versão moderninha de Planeta sonho. De Portugal vem Luamar, com Sérgio Godinho.
Mas Milton também se preocupa em descobrir e apresentar novos nomes. Nessa seara, pena a ausência dos duetos gravados com o conterrâneo Heitor Branquinho em 2008. Mas das montanhas de Minas Milton traz Marina Machado em Discovery. No litoral carioca divide Trem do horizonte com Chrstiaan Oyens, parceiro constante de Zélia Duncan. Com a paulista Simone Guimarães canta sua clássica parceria com Fernando Brant Milagre dos peixes. Com o jovem cavaquinho de Pedro Bernardo traz Circo marimbondo, dobradinha com Ronaldo Bastos.
Milton também participa de homenagens a colegas e mestres. No Songbook dedicado a obra de João Bosco gravou a ótima Caça à raposa, enquanto na hora de homenagear Mestre Capiba divide com o violão de Raphael Rabello Sino, claro sino. Retomando ao som beatle que embalou o Clube, fecha o álbum com I'd have you anytime, parceria de George Harrison com Bob Dylan, aqui em duo com Leo Fernandes.
O álbum é farto em referências. Todas as faixas trazem ficha técnica e informações (incluindo capa) das gravações originais. Milton teve boa produção oficial na década - cinco novos álbuns constam em sua discografia entre 2000 e 2010. Mas a fartura em material extra é o que impressiona. Reunindo o que estava perdido por aí e colocando em um único trabalho, Marcelo Fróes apresenta um retrato generoso do grande artista.
O álbum é farto de duos. O encontro com Gilberto Gil na batida Imagine, que abre o disco, é apenas curiosa. Ainda entre os grandes nomes Milton encontra Simone em registros ao vivo de Cigarra e na sensacional Encontros e despedidas. Tem até dueto póstumo, com Luiz Gonzaga, em Luar do sertão. Com Erasmo Carlos Milton canta Emoções, e parece que a música foi feita para sua voz. Com o 14 Bis entra em versão moderninha de Planeta sonho. De Portugal vem Luamar, com Sérgio Godinho.
Mas Milton também se preocupa em descobrir e apresentar novos nomes. Nessa seara, pena a ausência dos duetos gravados com o conterrâneo Heitor Branquinho em 2008. Mas das montanhas de Minas Milton traz Marina Machado em Discovery. No litoral carioca divide Trem do horizonte com Chrstiaan Oyens, parceiro constante de Zélia Duncan. Com a paulista Simone Guimarães canta sua clássica parceria com Fernando Brant Milagre dos peixes. Com o jovem cavaquinho de Pedro Bernardo traz Circo marimbondo, dobradinha com Ronaldo Bastos.
Milton também participa de homenagens a colegas e mestres. No Songbook dedicado a obra de João Bosco gravou a ótima Caça à raposa, enquanto na hora de homenagear Mestre Capiba divide com o violão de Raphael Rabello Sino, claro sino. Retomando ao som beatle que embalou o Clube, fecha o álbum com I'd have you anytime, parceria de George Harrison com Bob Dylan, aqui em duo com Leo Fernandes.
O álbum é farto em referências. Todas as faixas trazem ficha técnica e informações (incluindo capa) das gravações originais. Milton teve boa produção oficial na década - cinco novos álbuns constam em sua discografia entre 2000 e 2010. Mas a fartura em material extra é o que impressiona. Reunindo o que estava perdido por aí e colocando em um único trabalho, Marcelo Fróes apresenta um retrato generoso do grande artista.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O Mosaico Contemporâneo e Musical de Beatrice Mason
Por Bruno Negromonte
A carreira de advogada bem-sucedida em New York não foi o suficiente para completá-la; dessa forma, Beatrice (a última sílaba se pronuncia como o nome do revolucionário “Che” Guevara) Mason não hesitou e foi em busca daquilo que realmente ansiava; isso tudo resultou em um álbum composto por um mosaico de estilos e compositores contemporâneos.
A carreira de advogada bem-sucedida em New York não foi o suficiente para completá-la; dessa forma, Beatrice (a última sílaba se pronuncia como o nome do revolucionário “Che” Guevara) Mason não hesitou e foi em busca daquilo que realmente ansiava; isso tudo resultou em um álbum composto por um mosaico de estilos e compositores contemporâneos.
Não muito tempo atrás a carioca descendentes de alemães e italianos Beatrice Mason exercia a carreira de advogada nos Estados Unidos e vivia acerca de processos jurídicos diversos envolvendo o mercado de capitais, fusões e aquisições. Sua lida era usar da jurisprudência, e isso consumia praticamente todo o seu tempo, sufocando aquilo a que realmente tinha paixão.
A mudança desta rotina cansativa só se deu quando veio a gravidez e junto com ela uma licença. O tempo que até então não existia por conta dos afazeres profissionais deu lugar a outra qualidade de vida com a inserção da música em sua vida. Esse "ócio" tornou-se extremamente produtivo quando Beatrice o aproveitou para "reatar" com o seu antigo love affair: a música. Era uma complicada e difícil escolha, mas Beatrice já estava decidida em trocar em definitivo a promissora carreira de advogada pela carreira de cantora. Depois de decidida retomou as aulas de instrumentação, canto e idiomas.
Mason iniciou as aulas de flauta doce e canto na Associação Canto Coral quando tinha apenas seis anos, foi nesse período que passou a cantar no Coral Curumim sob a regência de Elza Lakschewitz (que depois a levou para o coro infantil do Theatro Municipal) e também no coral do Colégio Cruzeiro, que tinha como regente a sua mãe Heidi, que tornou-se (juntamente com o pai) a responsável pelo ouvido da cantora ter se habituado desde pequena à música erudita entressachado com as canções que vinham do rádio de Alzira, a doméstica que na residência de Beatrice não se cansava de ouvir os grandes nomes da MPB. Ainda na infância, Beatrice estudou canto erudito com Vera Canto e Mello, e popular, com Paula Santoro e Felipe Abreu. Além de ter estudado também teoria musical e piano. Vale salientar que foi no período do Theatro Municipal que acabou conhecendo o hoje amigo e compositor Eduardo Krieger além de ter sido também nessa época que participou da montagem de algumas óperas como Carmen, La Bohème e Werther.
Os anos se passaram e a adolescência chegou, a música nesse período já se fazia bastante presente no cotidiano da jovem Beatrice, pois além das aulas de canto ela simultaneamente começou a pôr em prática seus aprendizados em uma orquestra de flautas e em um trio barroco do instrumento de sopro. A música, tanto a lírica quanto a erudita, nunca deixaram a já crescida Beatrice. Só quando adulta foi que a música perdeu espaço para o curso de direito e posteriormente para a profissão de advogada na rotina de Mason. Isso até o dia em que aconteceu tudo aquilo que citei antes.
Sua estreia profissional se deu em meados de 2005 no palco do Mistura Fina com o show "Coração tranquilo", com a ajuda da também, na época, iniciante Roberta Sá e sob direção de Cyro Telles que foi apresentado a Mason por Roberta. Em seguida, dois anos depois veio o segundo espetáculo dirigido por Carlos César Motta e intitulado "Alumbramento". Desse show em diante ela veio conquistando não só a admiração do público, mas também elogios da crítica especializada.
Em 2010, depois de acumular anos de experiência em seu dia-a-dia enquanto artista, Beatrice resolve registrar todo esse "know-how" adquirido em disco, aventurando-se de maneira pra lá de audaciosa com um álbum diferente e livre de clichês. Essa espera de cerca de 05 anos para o primeiro registro fonográfico foi válida, trouxe o resultado da rotina de aprendizados que a vida se encarrega de nos presentear, é algo semelhante ao que o escritor francês Proust certa vez escreveu:"Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem", talvez só por isso foi que meia década depois Beatrice resolveu aventurar-se pelo mercado fonográfico lançando o cd "Mosaico"(que pode ser adquirido clicando na imagem da capa presente aqui nesta matéria).
Tudo começou a princípio de maneira independente, próximo ao término da produção ganhou a parceria do selo do Centro Cultural Carioca Discos e, depois de pronto, teve a distribuição pela Universal. O mais marcante do álbum é que ele foi concebido de maneira que não faz a linha comercial e dentre as características que levam a isso está a ausência de canções e compositores mais convencionais de nossa música e nenhum grandes sucessos popular (que geralmente é a principal característica que se recorre quando se quer apresentar um trabalho com a finalidade comercial). O álbum é uma excelente amostra dessa nova trilha que a música popular brasileira vem seguindo nessa oxigenação que se faz necessária a partir de compositores contemporâneos e intérpretes talentosas como é o caso da carioca Mason. O "Mosaico" de surpresas de que o álbum da Mason é composto perpassa por características bastantes peculiares e isso é possível perceber quando partimos para a análise das faixas existentes no disco (onde há seis inéditas). E nesse ornamento contemporâneo é possível perceber o melhor da safra dos novos compositores brasileiros resultando em uma sonoridade elegante e totalmente diferente do que se tem ouvido por aí em um disco onde vários estilos se encontram, mas mesmo assim há uma requintada unidade.
O disco abre com uma bossa lounge intitulada "Samba mínimo", de autoria da compositora, arranjadora e cantora carioca Delia Fisher onde há a participação especial da harpista Cristina Braga; o álbum segue com a canção "Foi no mês que vem", composta por Vitor Ramil e gravada pelo mesmo no álbum "À beça" de 1995 (vale salientar que essa faixa conta com a participação das cantoras Antonia Adnet e Ana Clara Horta). O álbum continua com uma releitura da canção "Caramel" lançada a 15 anos atrás pela própria autora, a cantora americana Suzanne Vega. A faixa conta com a participação especial do percussionista Marcos Suzano.
Seguindo a ordem das faixas existentes no álbum chegamos a "Algum mistério", composição feita a seis mãos por Marcelo Caldi, Mauro Aguiar e Rodrigo Campello e que conta com a participação especial de Jr. Tostoi; já a quinta faixa trata-se do canção "Oração blues", composição inédita do Pedro Luís e do Rodrigo Maranhão e que foi apresentada a Beatrice pela Roberta Sá. O ritmo que também empresta o nome a faixa se acentua pela gaita de Gabriel Grossi, o pandeiro de Suzano e o baixo de Jorge Helder; o álbum segue com outra inédita intitulada "Lilly blonde" (canção inspirada na composição de Chico Buarque e Edu Lobo chamada de "A História de Lilly Braun"), esta canção foi um mimo do amigo Edu Krieger que além de presenteá-la com essa música também participa na faixa seguinte intitulada "Canto só" (composição de Raphael Gemal) dividindo os vocais com Beatrice Mason. O álbum segue com mais três belíssimas canções: "Na beira do rio" (Chico Pinheiro e Paulo Neves), "Cortejo" uma composição da Ana Clara Horta e "O tempo do querer" de autoria da dupla Marcelo Caldi e Rodrigo Campello. A faixa que encerra o disco trata-se de uma composição do uruguaio Jorge Drexler que leva o nome de " .
Atualmente Beatrice vem apresentando a turnê do álbum. E "Mosaicos - o show" literalmente tem sido um show a parte. Sucesso de público e crítica por onde tem se apresentado, o espetáculo da Beatrice tem a assinatura da Ana Paula Bouzas na direção geral, na direção de arte quem dá a sua marca é Maira Knox; já o desenho de luz fica por conta de Marcelo Linhares. Entre as canções do espetáculos estão algumas presentes no disco dos novos compositores apresentados por Mason, dentre elas estão "Algum Mistério", "Lilly Blonde", do Edu Krieger; a bossa lounge "Samba mínimo", "Madre Tierra", "Foi no mês que vem", "Canto Só". O show também traz releituras como "Caramel", de Suzanne Vega, divertida e insinuante ao som da tuba. Entre as mais conhecidas do público, Beatrice Mason também mostrará interpretações pessoais de "Todo Amor que houver Nessa Vida", de Cazuza; "Doce Vampiro", de Rita Lee; "Índigo Blue", de Gilberto Gil, e "Hoje eu quero sair só", de Lenine. Vale a pena conferir!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
22ª Edição do Prêmio da Música Brasileira
Lançada em 1987, a premiação incentiva a descoberta de talentos e premia artistas consagrados e novos. Faz isso celebrando a música nacional: a cada ano, homenageia um artista brasileiro. Em 2011, Noel Rosa é o escolhido.
Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Maysa, Elizeth Cardoso, Luiz Gonzaga, Ângela Maria & Cauby Peixoto, Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento, Rita Lee, Jackson do Pandeiro, Maria Bethânia, Gal Costa, Ary Barroso, Lulu Santos, Baden Powell, Jair Rodrigues, Zé Kéti e Dominguinhos, Clara Nunes, D. Ivone Lara já foram relembrados no Prêmio. Um time plural como a música brasileira.
Um conselho – formado por Gilberto Gil, João Bosco, Yamandú Costa, Wanderlea, Zuza Homem de Mello, Antonio Carlos Miguel e pelo idealizador do Prêmio, José Maurício Machline – determina o regulamento, o homenageado e o os 26 jurados que formarão o júri a cada edição. São críticos, jornalistas e músicos que definem os selecionados e os três finalistas: ao todo, são 111 indicados. O resultado é revelado na festa de entrega, numa noite sempre emocionante.
Desde 2010, a Vale patrocina o Prêmio de Música Brasileira.
Aqui estão os 32 álbuns indicados nas 12 categorias existentes:
Categoria Canção Popular:
- Cabaret do Rossi - Reginaldo Rossi
- Cine Tropical - Criolina
- Roupa Nova 30 Anos ao Vivo - Roupa Nova
Categoria Instrumental:
- Cristal - Marco Pereira
- Gismontipascoal - André Mehmari e Hamilton de Holanda
- Lado B - Yamandú Costa e Dominguinhos
Categoria MPB
- Johnny Alf ao Vivo e à Vontade com seus Convidados - Johnny Alf
- Quando o Canto É Reza - Canções de Roque Ferreira - Roberta Sá e Trio Madeira Brasil
- Tantas Marés - Edu Lobo
Categoria Pop / Rock / Reggae / Hip Hop / Funk
- Ao Vivo Lá em Casa - Arnaldo Antunes
- Música de Brinquedo - Pato Fu
- Nos Quintais do Mundo - DJ Tudo
Categoria Projeto Visual
- Capoeira de Besouro - Paulo César Pinheiro (arte gráfica de Gringo Cardia)
- Música de Brinquedo - Pato Fu (arte gráfica de Andréia Costa Gomes)
- Nos Quintais do Mundo - DJ Tudo (arte gráfica de Daniel Cabral)
Categoria Regional
- Capoeira de Besouro - Paulo César Pinheiro
- Délibab - Vitor Ramil
- Fé na Festa - Gilberto Gil
Categoria Samba
- Bodas de Coral no Samba Brasileiro - Ivone Lara e Délcio Carvalho
- Pra Gente Fazer Mais um Samba - Wilson das Neves
- Vida de Minha Vida - Zeca Pagodinho
Álbum Língua Estrangeira
- Alma Mía - Leny Andrade
- Sings Sinatra - Cauby Peixoto
- Tide - Luciana Souza
Álbum Erudito
- Chopin - The Nocturnes - Nelson Freire
- Tchaikovsky - Sinfonia No 6 - Patética Abertura 1812 - Osesp
- Villa-Lobos - Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Álbum Infantil
- Além do Mar - Kha Machado
- Quando Eu Crescer - Éramos Três
- O Soldadinho e a Bailarina - Elenco de O Soldadinho e a Bailarina
Álbum de Projeto Especial
- Adoniram 100 Anos - Vários artistas
- Mário Lago, Homem do Século XX - Vários artistas
- Quando Fevereiro Chegar - Uma Lírica de Fausto Nilo - Vários artistas
Álbum Eletrônico
- Calavera - Guizado
- Mundialmente Anônimo - Maquinado (Lúcio Maia)
quarta-feira, 11 de maio de 2011
CD ‘Afrosambajazz’ é um grande tributo ao legado de Baden Powell
Baden Powell (1937-2000) é um desses gênios da MPB. Violonista talentosíssimo, foi um músico notável e um profícuo compositor. Seu legado mais celebrado é justamente uma bênção para ouvidos: os afrossambas, feitos nos anos 1960, com a nobre parceria de Vinícius de Moraes. Esses mesmos afrossambas inspiraram, este ano, um dos melhores lançamentos de 2009: AfroSambaJazz, editado pela Biscoito Fino.
Por trás das releituras de 16 composições de Baden estão dois músicos bem íntimos da obra do carioca: o mais velho dos dois filhos dele, Philippe Baden Powell, pianista de mão cheia e produtor, e o também violonista e arranjador Mario Adnet, músico experiente e o grande nome por trás de discos soberbos, como Ouro Negro e Jobim Sinfônico.
No encarte do CD – patrocinado pela Natura – Adnet explica que conheceu Philippe através de uma indicação de Paulo Jobim, filho de Tom, que havia trabalhado com o violonista carioca na execução de Jobim Sinfônico. “Rapidamente, ficamos (Mario e Philippe) ‘velhos’ amigos”, relata Adnet.
Na verdade, Mario Adnet já se mostrara um grande fã de Baden, que conheceu até mesmo antes de Moacir Santos (1924-2006), de quem viria ser bastante próximo e a produzir o citado Ouro Negro, mais Choros e Alegrias. “Através do seu violão, conheci a música de muita gente, incluindo Bach, Tom Jobim e Moacir Santos”, escreveu.
Na verdade, quem conhece o universo de Baden e Moacir (o segundo foi professor do primeiro), vai perceber que AfroSambaJazz é resultado do encontro da sonoridade desses dois gigantes da música brasileira. “Foi o maestro (Moacir) quem ensinou a Baden os modos gregos que muito inspiraram a criação dos Afrossambas”, acrescentou Mario Adnet.
Os méritos de AfroSambaJazz são inúmeros. Primeiro, a escolha do repertório é primorosa e abrangente. Estão lá “Canto de Ossanha”, “Canto de Xangô”, “Canto de Yemanjá” e “Lamento de Exu”, todos esses do disco Afro-Sambas (1966), mas também a indispensável “Berimbau”, composições pouco óbvias, como é o caso de “Sermão” e “Pai”, ambas de Baden com Paulo César Pinheiro, e até material inédito, como “Ritmo afro” (parceria de Baden com Philippe), “Canto de Yansan” (Baden e Idásio Tavares) e “Ladainha de Yansan” (feita por Baden e sua mulher, Silvia Powell, mãe de Phillipe e Marcel).
As músicas ganharam um tratamento digno acima da média. Philippe e Mario se revezaram nos arranjos (e também na execução das músicas, o primeiro ao piano e o segundo, ao violão). Adornaram as composições de Baden com uma orquestração de sopros com seção rítmica. A recriação deixou as composições pomposas e intensas, ressaltando as características afro-brasileiras das composições.
Para dar conta do recado, foi escalada a mesma – e excelente – banda que acompanhou o maestro Moacir Santos em Ouro Negro. Basicamente instrumental, só há vozes em dois momentos: Carlos Negreiros recita os lamentos de “Preto Velho”, enquanto a irmã de Mario, Maucha Adnet, e a cantora Mônica Salmaso, entoam, respectivamente, “Canto de Yansan” e “Ladainha de Yansan” na “Suíte Yansan”. Enfim, um disco grandioso pela própria natureza.
Por trás das releituras de 16 composições de Baden estão dois músicos bem íntimos da obra do carioca: o mais velho dos dois filhos dele, Philippe Baden Powell, pianista de mão cheia e produtor, e o também violonista e arranjador Mario Adnet, músico experiente e o grande nome por trás de discos soberbos, como Ouro Negro e Jobim Sinfônico.
No encarte do CD – patrocinado pela Natura – Adnet explica que conheceu Philippe através de uma indicação de Paulo Jobim, filho de Tom, que havia trabalhado com o violonista carioca na execução de Jobim Sinfônico. “Rapidamente, ficamos (Mario e Philippe) ‘velhos’ amigos”, relata Adnet.
Na verdade, Mario Adnet já se mostrara um grande fã de Baden, que conheceu até mesmo antes de Moacir Santos (1924-2006), de quem viria ser bastante próximo e a produzir o citado Ouro Negro, mais Choros e Alegrias. “Através do seu violão, conheci a música de muita gente, incluindo Bach, Tom Jobim e Moacir Santos”, escreveu.
Na verdade, quem conhece o universo de Baden e Moacir (o segundo foi professor do primeiro), vai perceber que AfroSambaJazz é resultado do encontro da sonoridade desses dois gigantes da música brasileira. “Foi o maestro (Moacir) quem ensinou a Baden os modos gregos que muito inspiraram a criação dos Afrossambas”, acrescentou Mario Adnet.
Os méritos de AfroSambaJazz são inúmeros. Primeiro, a escolha do repertório é primorosa e abrangente. Estão lá “Canto de Ossanha”, “Canto de Xangô”, “Canto de Yemanjá” e “Lamento de Exu”, todos esses do disco Afro-Sambas (1966), mas também a indispensável “Berimbau”, composições pouco óbvias, como é o caso de “Sermão” e “Pai”, ambas de Baden com Paulo César Pinheiro, e até material inédito, como “Ritmo afro” (parceria de Baden com Philippe), “Canto de Yansan” (Baden e Idásio Tavares) e “Ladainha de Yansan” (feita por Baden e sua mulher, Silvia Powell, mãe de Phillipe e Marcel).
As músicas ganharam um tratamento digno acima da média. Philippe e Mario se revezaram nos arranjos (e também na execução das músicas, o primeiro ao piano e o segundo, ao violão). Adornaram as composições de Baden com uma orquestração de sopros com seção rítmica. A recriação deixou as composições pomposas e intensas, ressaltando as características afro-brasileiras das composições.
Para dar conta do recado, foi escalada a mesma – e excelente – banda que acompanhou o maestro Moacir Santos em Ouro Negro. Basicamente instrumental, só há vozes em dois momentos: Carlos Negreiros recita os lamentos de “Preto Velho”, enquanto a irmã de Mario, Maucha Adnet, e a cantora Mônica Salmaso, entoam, respectivamente, “Canto de Yansan” e “Ladainha de Yansan” na “Suíte Yansan”. Enfim, um disco grandioso pela própria natureza.
André Cananéa
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Rosa Passos: extraordinariamente brasileiríssima
Hoje, dia 13 de abril, é o aniversário de uma das maiores cantoras brasileiras da atualidade, a baianíssima Rosa Passos, que tem 15 cd's autorais. A artista tem ainda mais de 20 participações em inúmeros trabalhos que variam desde Chico Buarque de Hollanda, a Edu Lobo.
Dona de um swing extraordinário, Rosa Maria Faria Passos (Salvador, 13 de abril de 1952), mais conhecida como Rosa Passos, é uma cantora, violonista e compositora brasileira. A fama de Rosa Passos cresceu a partir do cd Curare (1991), quando se aproxima definitivamente do repertório de Bossa Nova, gravando temas de Tom Jobim como "Dindi", "A Felicidade" e "Só Danço Samba".
Desde então vem realizando turnês pelos Estados Unidos, Europa e Japão com um extenso repertório de temas próprios e interpretações de clássicos como Gilberto Gil, Djavan, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Edu Lobo, etc.
Dona de um swing extraordinário, Rosa Maria Faria Passos (Salvador, 13 de abril de 1952), mais conhecida como Rosa Passos, é uma cantora, violonista e compositora brasileira. A fama de Rosa Passos cresceu a partir do cd Curare (1991), quando se aproxima definitivamente do repertório de Bossa Nova, gravando temas de Tom Jobim como "Dindi", "A Felicidade" e "Só Danço Samba".
Desde então vem realizando turnês pelos Estados Unidos, Europa e Japão com um extenso repertório de temas próprios e interpretações de clássicos como Gilberto Gil, Djavan, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Edu Lobo, etc.
Em suas gravações e shows conta com a participação de músicos como Ivan Lins, Chico Buarque, Yo-Yo Ma e Ron Carter. Seu último cd, Amorosa (Sony Classical/2004, é uma homenagem a João Gilberto, com participações de Henri Salvador e Paquito D'Rivera.
Trajetória
Trajetória
Rosa Passos estreou com o disco "Recriação". Mais tarde lançou Curare, onde gravou clássicos da música popular brasileira, em 1993 o cd "Festa", interpretando parcerias com Fernando de Oliveira e Aldir Blanc, entre outros, e três anos depois, gravou o cd "Pano pra manga", predominantemente autoral. Em 2002, lançou somente para o mercado americano o CD "Me and my heart" com Paulo Paulelli (baixo acústico e percussão de boca) e participou de diversos festivais de Jazz, acompanhada por vários músicos de renome internacional, como Toots Thielemans e Paquito D'Rivera.
hl.com
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Lobão faz show na capital e lança autobiografia '50 anos a mil' no Espaço Cultural
O cantor e compositor Lobão volta hoje a João Pessoa com o novo show, “Lobão Elétrico”, às 21h00, no Teatro de Arena da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc). No repertório, músicas que marcaram a carreira do artista ganham roupagem diferenciadas através dos arranjos compostos pela nova formação da banda. Com o apoio da Funesc, na tarde do mesmo dia do show Lobão lança o livro “50 Anos a Mil” e participa de um bate-papo no Auditório Verde.
Além de músico e autor de sucessos como “Me Chama” e “Vida Louca Vida”, consagrada na voz de Cazuza, Lobão é editor de revista, apresentador de TV e em 2010 lançou-se como escritor com o livro autobiográfico “50 Anos a Mil”, que confidencia detalhes da trajetória de um menino que queria ser jogador de futebol mas enveredou pela música, e nessa arte, escreveu a sua história sobre a luz do sucesso e escândalos de uma vida sem limites.
O lançamento do livro “50 Anos a Mil” e o bate-papo no Auditório Verde, marcados para às 15h, terão a presença de convidados e mediação do músico Arthur Pessoa, para discorrer a respeito da autobiografia do artista, bem como a sua obra. Devido a limitação de 200 lugares, os interessados em compor a plateia, que também poderá fazer perguntas a Lobão, deverão se inscrever na Livraria Leitura, localizada no Manaíra Shopping, durante o horário comercial. A inscrição é gratuita.
Turnê Lobão Elétrico – Após dois anos excursionando pelo Brasil com o premiado Acústico MTV, Lobão volta às origens com a nova turnê, onde apresenta um repertório recheado de canções de todas as fases de sua carreira, como “Universo Paralelo”, “Sozinha Minha”, “Canos Silenciosos” e “Robô, Robôa”, além de vários sucessos como “Me Chama”, “Vida Bandida”, “Rádio Blá”, “Decadence avec Elegance”, “Vida Louca Vida” e “Corações Psicodélicos”.
Ao lado de sua nova banda, formada por Duda Lima (baixo), Armando Junior (bateria) e André Caccia Bava (guitarra), Lobão passeia por toda sua discografia. A formação atual, com duas guitarras, baixo e bateria, traz mais potência e mais carga a cada música.
“50 Anos a Mil” – Músico, compositor, editor de revista e apresentador, João Luiz Woerdenbag Filho ― mais conhecido como Lobão ― se tornou, ao longo das últimas quatro décadas, um dos maiores agitadores culturais do Brasil. Agora, Lobão faz sua primeira incursão pelo mundo dos livros. Em “50 Anos a Mil”, autobiografia que chega às livrarias pela Editora Nova Fronteira, o artista conta a sua trajetória, sempre vivida em alta velocidade e com intensidade.
Juntamente com o jornalista Claudio Tognolli, que realizou uma extensa pesquisa em veículos de comunicação, Lobão cumpre à risca a promessa que fez aos seus amigos há 26 anos, quando “transtornado pela dor e vagamente anestesiado pela cocaína”, mas ainda assim, dentro do seu juízo, chorava com Cazuza aos pés da lápide de Júlio Barroso.
“Eu precisava, através de um juramento, me motivar o bastante para não ver nossos sonhos serem sepultados com meus amigos. (...) Não se trata de uma simples narração de um passado longínquo, morto e enterrado, fruto de um devaneio nostálgico. É uma história cheia de vida, de intensidade e de revelações, que incide no presente e se projeta em direção ao futuro”, escreve Lobão no prólogo.
Lobão se preocupa em revelar a complexidade por trás das histórias que o levaram a crescer e se tornar o artista e ser humano que é hoje. Da infância na Zona Sul carioca e sucesso como músico à recente carreira como apresentador de TV, está tudo em “50 Anos a Mil”: as férias no sítio da família em Pedro do Rio, onde viria a ter seu primeiro contato com uma bateria, aos seis anos de idade; a paixão (irracional) por galinhas; o amor pelo futebol e o sonho de virar jogador; o início da carreira como músico profissional aos 17 anos, em 1974, com o grupo Vímana; a formação da Blitz e as divergências que o levaram a deixar a banda nos anos 80; o trabalho solo e a consagração com hits como “Me chama”, “Decadence avec Elegance” e “Vida Louca Vida”; a prisão por porte de drogas; os amores, desamores, encontros e desencontros.
“50 Anos a Mil” vem acompanhado por um rico material fotográfico e entrevistas de Elza Soares, Ritchie e da produtora Maria Juçá, entre outros. Lobão apresenta ainda aos leitores duas músicas inéditas: “Das tripas, coração”, que dedica aos saudosos Júlio Barroso, Cazuza e Ezequiel Neves, e “Song for Sampa” ― disponíveis para download no site da editora.
“Espero que, despejando esses acontecimentos mais importantes e voluptuosos desses primeiros cinquenta anos de uma vida vivida em alta velocidade, eu adquira cada vez mais entusiasmo, criatividade e sede de aventura para, daqui a uns cinquenta anos, estar oferecendo à rapaziada a segunda parte desta história”, afirma Lobão. “Afinal de contas, o melhor ainda está por vir”, completa.
Sobre o autor – Nascido no Rio de Janeiro em 1957, Lobão iniciou a carreira como baterista em 1974 com o grupo Vímana (com Lulu Santos e Ritchie) e, posteriormente, tocou no grupo Blitz. Em 1982 lançou seu primeiro álbum solo, Cena de Cinema. Autor de vários sucessos, em 1999 decidiu lançar por conta própria A Vida é Doce. O álbum era encontrado em bancas de jornal de todo o Brasil e alcançou o posto de segundo disco mais vendido de sua carreira, fazendo de Lobão um ícone da música independente. De 2003 a 2008 editou a revista OutraCoisa, que a cada edição trazia o CD de um músico independente (BNegão, Mobojó, entre outros). Em 2007, Lobão lançou o CD e DVD Acústico MTV, que lhe rendeu o Grammy de Melhor Disco de Rock do ano. Atualmente é também apresentador do Debate MTV e do programa Lobotomia.
Ascom com hl.com
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Kid abelha volta aos palcos
Depois de uma parada de quatro anos (onde cada um de seus integrantes se dedicou a projetos especiais), o grupo Kid Abelha, põe o pé na estrada novamente.
A novidade que precede a nova turnê, é que não haverá um novo cd sendo lançado. Apenas duas músicas inéditas "Glitter de Principiante" (nome da turnê), que pode ser ouvida no site do grupo kid abelha, e "Veio do Tempo", dão base para o repertório montado para os novos shows, que trará sucessos de várias fases da carreira, e alguns lados "b". A turnê que será iniciada em 14 de abril, no Teatro Guaíra em Curitiba (PR), será gravada, e renderá na sequência Cd e DVD ao vivo.
hl.com
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Chico Buarque, Marisa Monte e Gal Costa: novos cd's no melhor da MPB
Chico Buarque:
Depois de 4 anos sem lançar um novo cd (o último "Carioca", é de 2006), e ter se dedicado a literatura, tendo ganho inclusive prêmio de melhor livro de ficção por seu livro "Leite Derramado", o compositor planeja voltar a música, ainda nesse primeiro semestre. Com algumas composições já prontas, e outras em processo de finalização, Chico deve entrar em estúdio ainda este mês. O novo trabalho do artista contará com a direção musical de Luiz Claúdio Ramos, com que tem trabalhado nos últimos anos. Lançamento Biscoito Fino.
Marisa Monte:
Embora tenha sido veiculada ano passado sua volta ao disco, a cantora Marisa Monte só retorna de verdade este ano. Um hiato de 4 anos separam o último lançamento da cantora, do novo cd que agora ela se dedica a produzir. Pouco se sabe ainda sobre o projeto, mas as parcerias com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, já são dadas como certas. O samba e o pop devem caminhar lado a lado, e deverá ser seguida de grande turnê. Lançamento Phomotor/EMI.
Gal Costa:
A baiana que nos últimos tem se dedicado ao ofício de mãe, e a cantar fora do país, prepara desde o ano passado, o sucessor de "Hoje", disco lançado em 2005, com composições inéditas, produzido por César Carmargo, com elementos de jazz e do samba, sofisticado, mas sem o merecido reconhecimento. Produzido por Caetano Veloso e Moreno Veloso e com material inédito, composto por Caetano especialmente para Gal, deve trazer sonoridades eletrônicas e novas psicodelias; a bordo letras comteporâneas e a verve roqueira que tem pontuado os últimos trabalhos do compositor. Lançamento da Universal.
hl.com
Arnaldo Antunes comanda Grêmio Recreativo na MTV
Estreou ontem, 31, na MTV, o programa "Grêmio Recreativo", comandado por Arnaldo Antunes. Serão dez episódios onde a tônica serão os encontros entre artistas da nova geração e músicos consagrados. No primeiro programa, se apresentou o veterano (e sumido) Hyldon, Edgard Scandura, Seu Jorge, Céu e Karina Buhr. Arnaldo atua como mestre de cerimônia, fazendo a costura entre os convidados, sempre com pouca conversa e muita música.
Cada programa terá uma ambientação diferente a cada edição. A segunda edição já foi gravada e aconteceu no Clube Inverno, em São Paulo, com as participações de Odair José, Otto, Maria Eugênia e Cidadão Instigado. A banda de apoio não é fixa e muda a cada programa. É a música de qualidade com originalidade no palco da MTV.
hl.com
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