segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Lagoa Seca realiza 2ª etapa de campanha contra paralisia infantil

Durante toda esta semana as unidades de saúde de Lagoa Seca estarão realizando a 2ª etapa de Vacinação contra a Paralisia Infantil.  A Coordenação de Imunização informa que no próximo sábado, dia 13, será o Dia D vacinação em crianças de 1 a 7 anos. Mesmo as que já se vacinaram na 1ª etapa, deverão ser levadas novamente as unidades de saúde mais próximas de suas casas para tomarem o reforço da vacina. Também está sendo aplicada em todas as crianças (na mesma faixa etária) a Tríplice Viral, que protege contra três doenças: Sarampo, Rubéola e Caxumba.

O alerta da Secretaria de Saúde do município é que a segunda dose seja aplicada para reforçar a imunização contra a doença. “É muito importante que as crianças recebam as duas doses da vacina, nosso apelo é para que os pais retornem as unidades de saúde trazendo seus filhos nesta segunda etapa”, comentou Ivanilde Costa, coordenadora de Imunização.

A primeira etapa da Campanha de Vacinação contra a Paralisia Infantil foi encerrada em todo Brasil no dia trinta de junho. Em Lagoa Seca, o último dia de vacinação aconteceu no dia 05 de julho. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde era vacinar 2.118 crianças, mas através do trabalho desempenhado pela Coordenação de Imunização e os profissionais das unidades de saúde, este número foi atingido em 100% da sua totalidade, com 2.120 crianças vacinadas, entre zero a cinco anos, o maior número de crianças imunizadas está na faixa etária entre 01 a 05 anos, que corresponde a 1.648; e menores de um ano vacinaram-se 474.

A Campanha neste ano de 2011 tem como slogan “Siga o Zé Gotinha e proteja a saúde das crianças”. A Secretaria de Saúde orienta para que o cartão de vacinação seja apresentado ao profissional de saúde que na ocasião deverá atualizar os dados da criança.

domingo, 7 de agosto de 2011

Rádios Comunitárias podem ofertar sinal de internet

Uma proposta em estudo pelo Governo Federal pode fazer com que as rádios comunitárias aumentem suas atribuições junto às comunidades. Além de continuarem a fazer o trabalho social que realizam, essas emissoras podem contribuir com a expansão da banda larga no país oferecendo internet para os cidadãos e órgãos públicos. Embora ainda se trate de uma ideia embrionária, membros do governo foram receptivos à possibilidade.

Pelo projeto, as emissoras comunitárias poderiam obter uma licença para oferecer internet em uma área específica, o que facilitaria o acesso à rede de pessoas de áreas rurais e periféricas. São mais de 4.200 rádios outorgadas no Brasil. E esse alcance pode aumentar, já que ainda existem muitos locais no país que têm direito a ter uma rádio, cerca de 30 mil localidades.

As rádios provedoras de internet continuariam a atuar sem fins de lucro, o que significa que elas poderiam oferecer o sinal de forma gratuita ou mesmo cobrar uma quantia apenas para cobrir os custos dos investimentos de transmissão. Segundo estudo feito pelo Instituto Bem Estar Brasil esse preço ao consumidor sairia em torno de R$ 15 por 1 megabyte (R$ 20 a menos do que foi acordado com as teles no Plano Nacional de Banda Larga).

O novo serviço interessaria às rádios porque essa oferta aumentaria a participação da comunidade na emissora, que poderia até criar espaços de formação para os cidadãos, como os telecentros. “Estaríamos contribuindo para universalização do serviço”, afirma Sóter, da Abraço. Além disso, as rádios teriam internet para seu próprio uso.

Embora o público a ser atendido por uma rádio provedora de internet deverá ser pequeno, o novo serviço criaria uma nova demanda que as emissoras teriam que dar conta para não prestarem uma internet de má qualidade. Para Sóter, essa é não é uma questão central. “Se você tem tecnologia e suporte técnico para orientar, não teria problema”, opina.

Licenças

Mas para que a ideia seja colocada em prática não é preciso apenas vontade política do governo. Atualmente a legislação cria empecilhos para que associações sem fins lucrativos consigam licenças para o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), no qual está inserido a internet. Uma exceção foi criada para as prefeituras, por meio de um ato normativo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Essa mudança pode estar a caminho. Segundo o presidente do Instituto Bem Estar Brasil, Marcelo Saldanha, há um cenário favorável para isso. Um dos fatores é que está em discussão no Conselho Diretor da Anatel um projeto de revisão do regulamento do SCM. A conselheira Emília Ribeiro, relatora da proposta de novo regulamento, pretende diminuir o valor para licenças municipais de R$ 9 mil para R$ 400.

Outro fato que pode impulsionar a mudança na obtenção das licenças pode vir do próprio governo. Segundo Saldanha, se não houver uma flexibilização das regras para aumentar o número de provedores de internet no país, a Telebrás pode ter sua atuação limitada. Isso porque são cerca de 2,5 mil provedores e desses a maioria são pequenos e médios, que são os grandes interessados na utilização do link da empresa.

No entanto, segundo cálculos de Saldanha esses provedores não garantiriam a ampliação desejada da internet via Telebrás, forçando o governo a permitir entidades sem fins lucrativos obterem as licenças. “Se dobrar a capacidade de atendimento dos pequenos e médios provedores não chega a atingir 8 milhões de pessoas”, prevê. Não contabilizando, nesse caso, os cerca de 3 mil provedores clandestinos. No atual quadro, a oferta de banda larga no país é muito concentrada. Embratel/Net, Telefônica, Oi, CTBC e GVT controlam 95% do mercado de prestação desse serviço.

sábado, 6 de agosto de 2011

Zé Ramalho canta Beatles

Programado de chegar às lojas na próxima semana, o disco Zé Ramalho Canta Beatles é o quinto tributo que o paraibano apresta aos seus heróis. Após Raul Seixas, Luiz Gonzaga, Bob Dylan e Jackson do Pandeiro, Canta Beatles traz 16 faixas produzidas pelo próprio Zé com direção musical e programações do seu fiel escudeiro Dodô de Moraes. A capa faz homenagem ao disco With the Beatles, segundo disco do quarteto, lançado em 1963. No lugar do rosto dos ingleses, é o próprio Zé quem aparece quatro vezes. A ideia da capa foi do próprio cantor e foi finalizada pela designer Bady Cartier. O tributo vai ser lançado pelo selo Discobertas, de Marcelo Fróes. Foi pelo mesmo, inclusive, selo que o cantor lançou Canta Jackson do Pandeiro, Canta Luiz Gonzaga e a coletânea Zé Ramalho da Paraíba. Esta última tem um sabor especial para os fãs por conta do seu valor histórico. Ao longo de 23 faixas do disco duplo, pode-se encontrar as primeiras gravações do cantor de voz agreste quando ainda atendia pelo nome de Zé Ramalho da Paraíba. A mistura de rock, blues, psicodelia com os sons nordestinos fazem o tom de canções como Jacarepaguá Blues e Falido transatlantico. Entre as preciosidades ali contidas estão faixas ao vivo e em estúdio, muitas delas até então inéditas em CD. Os destaques ficam para O Astronauta, de Helena dos Santos e Édson Ribeiro, lançada por Roberto Carlos em 1970. Há ainda interpretações embrionárias de Avohai, Jardim das Acácias e Dança das Borboletas. Passeando pela ficha técnica é possível ainda ver a presença dos músicos da lendária banda pernambucana de rock psicodélico Ave Sangria. Ou seja, para os fãs da garimpagem musical e de Zé Ramalho, vale à pena conhecer este disco.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Lendo Canção: "Sou Seu Sabiá"


“Sou seu sabiá”, de Caetano Veloso, do disco Noites do Norte (2001), cujos versos nucleares dizem: “Se o mundo for desabar sobre a sua cama / E o medo se aconchegar sob o seu lençol (...) Escute a voz de quem ama ela chega aí (...) Eu sou / Sou seu sabiá / Não importa onde for / Vou te catar / Te vou cantar / Te vou, te vou, te dou, te dar (...) Que tenho a dar? / Só tenho a voz / Cantar, cantar, cantar, cantar”, é um excelente exemplo de metacanção.

Observando o plano temático do disco Noites do Norte – inspirado pela leitura de Caetano sobre o livro de memórias Minha formação, de Joaquim Nabuco – podemos tomar o sabiá-sujeito cancional como aquele elemento sonoro que surge para reconfortar, consolar, mimar o desterritorializado: o escravo de alguma saudade - seja a nostalgia pela pátria roubada, seja o medo diante do estado de sentir-se só no mundo.

O sabiá, através do canto que nunca se cansa do “uníssono com a vida”, tenta restituir a alegria do ouvinte distante de sua pátria, distante de si. Como sabemos, o banzo – o sentimento de não pertencimento – foi responsável por dizimar uma grande quantidade de escravos. É nessa dobra que o sabiá quer entrar e desdobrar outros sentidos para a vida do ouvinte.

Com um arranjo melódico que marca o tic tac de um relógio afetivo, do tempo que corre à revelia do ouvinte desencantado e insone, o sujeito de "Sou seu sabiá" sustenta - na voz, no canto - o ouvinte na vida. Ao final, a performance vocal de Caetano, com seus indefectíveis falsetes, digo, do sabiá, desenha o "uníssono com a vida": entra em um diálogo orgânico com a melodia. Verbo, música e vocoperformance se equilibram em uma única intensão metacancional. Um lance lindo de se ouvir e que reforça o desejo do sujeito da canção.

Aqui, mais uma vez podemos relacionar a obra cancional de Caetano Veloso à tradição literária, pois percebemos nesta canção uma referência direta ao poema “Canção do exílio”, do poeta romântico Gonçalves Dias, em que os primeiros versos tantas vezes parodiados e/ou citados dizem: “Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá”.

Ora, há no poema de Gonçalves Dias a voz de um sujeito que tenta amenizar a própria saudade através da lembrança e da exaltação das belezas da pátria amada e distante, enquanto que em "Sou seu sabiá" é o próprio sabiá - citado como um dos elementos da beleza da terra do sujeito de Gonçalves Dias - quem toma a palavra e canta o sujeito ausente da terra: restituindo-lhe à vida.

Esta inversão de voz discurssiva condensa a singularidade da canção de Caetano Veloso. O ouvinte não precisa voltar para lugar algum, pois o sabiá irá catá-lo seja onde for. Estabele-se entre quem fala (o sabiá) e quem ouve (o insone, o desterritorializado) um pacto ficcional em que um mantem-se vivo na atenção que produz no outro, reciprocamente. A voz que canta é a voz que ama. E vice-versa.

Ou seja, a razão de ser do sabiá está na existência de quem lhe ouve, ao mesmo tempo que o ouvinte precisa do cantar do sabiá para suportar a existência, a solidão irrefreável que acomete a todos nós. Passional, lenta, calma "Sou seu sabiá", para além da aliteração do título (em "s"), que figurativiza o canto, quer se aproximar do estado melancólico do ouvinte para daí removê-lo, como sugerem os tambores quase inaldíveis no final da canção.

Dito de outro modo: o texto da canção de Caetano Veloso destaca-se, dentre as outras paródias já feitas sobre o poema de Gonçalves Dias, por inverter o agente enunciador da mensagem. E, além disso, porque a superfície do texto parodiado só é percebida pela reminiscência: na delicadeza. Tudo está no plano do afeto, da memória: reserva da identidade.

Ao catar e cantar o outro - não importa onde for, pois, neosereia, ele pode ser levado na palma da mão e acessado em qualquer lugar - o sabiá (sereia) entrega o outro a si mesmo. Afinal, o que resta à sereia, ao sabiá, ao cantor a não ser cantar? Eis a contrapartida do pacto: se enquanto canta o sabiá sustenta o ouvinte na vida; ter quem cantar, por sua vez, insere o sabiá no mundo.


Sou seu sabiá(Caetano Veloso)

Se o mundo for desabar sobre a sua cama
E o medo se aconchegar sob o seu lençol
E se você sem dormir
Tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama
Ela chega aí

Você pode estar tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir
E coração de escutar
Eu nunca me canso do uníssono com a vida

Eu sou
Sou seu sabiá
Não importa onde for
Vou te catar
Te vou cantar
Te vou, te vou, te vou, te dar

Eu sou
Sou seu sabiá
O que eu tenho eu te dou
Que tenho a dar?
Só tenho a voz
Cantar, cantar, cantar, cantar

Por Leonardo Davino,
Pesquisador e ensaísta, mestre em Literatura Brasileira,
com projeto de doutorado sobre Canção e Teoria da Literatura.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Semana Curta Campina chega à terceira edição neste dia 8

Cinco dias de exibição e debates de filmes produzidos em Campina Grande. Na sua terceira edição, a Semana Curta Campinapossibilitará ao público apreciar dezenas de obras produzidas na região. A mostra será realizada de 8 a 12 de agosto, sempre às 19 horas. A entrada é gratuita.
Logo após as exibições dos filmes, haverá uma conversa entre os cineastas e o público. O intuito é contribuir para o enriquecimento da produção e possibilitar o acompanhamento da produção cinematográfica local, que está se intensificando a cada ano, mas, na ausência de espaços disponíveis, ainda encontra dificuldades de escoamento.

A Semana Curta Campina é uma mostra de cinema que surgiu em 2009 e tem o objetivo de incentivar a produção de cinema local, proporcionando um espaço de exibição e discussão dos curtas metragens. A cada edição, o número de obras inscritas na mostra e o público participante vem aumentando. Este ano, inclusive, foram abertos espaços para produções de outras cidades  como Aparecida, Guarabira e Sousa.

A III Semana Curta Campina é uma realização do Sesc Paraíba. Mais informações pelo telefone (83) 3341-5800, pelo e-mail culturasesccg@gmail.com ou no Sesc Centro Campina Grande, na Rua Giló Guedes, 650, Santo Antônio.
Confira a programação completa da III Semana Curta Campina:

08 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
A Fábrica das Gravatas, de Erik Medeiros
A Troca, de Samantha Pimentel
Ensaio, de Altiéres Estevam
Maria do Caixão, de Hildeberto Figueiredo

09 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
O Homem e a Serra, de Luiz Cacau
Estrelando José Sawlo,  de Leandro Alves
Hoje Tem Espetáculo?, de Leandro Alves
O Prazer em Cartaz, de Sandro Mangueira (Classificação indicativa: 18 Anos)

10 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
Tempere a Gosto, de Raisa Meira
Namoro de Simpatia, de Fabiana Melo
O Bom Baiano, de Wellyton Queiroz, Sílvio César, Bruno Leandro

11 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
22 Anos, de Anne Emanuelle
Quando eu Crescer, de Emmanuel Dias
Isso não é uma Canção de Amor!, de Hildeberto Figueiredo
Concreto, de Jaime Guimarães

12 de Agosto – 19 horas (Classificação indicativa: 12 Anos)
Nóia, de Erik Medeiros
Nóia 2, de Erik Medeiros
A Foca do Judeu, de Altiéres Estevam
Peregrinos, de Adeilton Costa e Ítalo Jones

Comunicação como Direito Humano

Existe um enorme fosso entre a realidade das pessoas, especialmente as mais pobres ou empobrecidas e seus direitos mais elementares, como educação pública, gratuita e de qualidade, saúde nessa mesma condição, água, energia, segurança, trabalho, habitação, transporte, entre tantos outros. Esse abismo social tem como base a falta do simples conhecimento de que todo ser humano é um ser de direitos, isto é, ele só se torna humano e tem vida digna com o pleno acesso e exercício desses direitos fundamentais.

Ocorre que há um direito que o cidadão desconhece e, como ele é fundamental para a exigência e o exercício dos demais direitos, talvez esse fosso entre o ser humano e o conhecer e exercer seus direitos básicos pareça intransponível. Refiro-me ao direito elementar e basilar: o de comunicação. Entende-se como comunicação o direito de não apenas receber informações, tornando-se um receptor passivo, mas principalmente refletir sobre elas e fundamentalmente reagir, produzir, emitir, falar. Comunicação é antes de tudo diálogo, frase que faz lembrança ao grande mestre Paulo Freire. Comunicação deriva do verbo latino comunicare, isto é, tornar comum, participar ao outro, falar.

Assim, diante dos meios de comunicação de massa, como rádios, tvs e jornais, nós nos comunicamos, isto é, respondemos as suas mensagens, mas nem sempre de forma dialógica e nem reflexiva, muito pelo contrário. Respondemos sem se aperceber à medida, por exemplo, que consumimos avidamente produtos e serviços. Pior mesmo é que não são apenas produtos e serviços, engolimos muito mais ideias e que vão formar “nossa opinião”, que de nossa, pouco há. As mensagens midiáticas são ingeridas como verdades e elas determinam nossa atuação ou omissão social, neste último caso, omissão diante de outros direitos elementares para uma vida digna.

O problema é que a quase totalidade da mídia comercial no Brasil é dominada por 11 famílias, que homogeneíza o pensamento social sobre agendas e temas da sociedade, tudo para atender interesses dos grandes grupos econômicos e garantir a existência do enorme fosso social entre o ser humano e seus direitos, isto é, mantendo a situação como está. Se o cidadão não tem acesso às informações plurais, várias versões sobre os fatos do cotidiano, certamente não terá condições de refletir sobre eles, e é obrigado a engolir uma versão única que será reproduzida passivamente. Em outras palavras, não há diálogo, participação, isto é, não há comunicação.

Assim, fundamental que o cidadão compreenda que ele tem o direito à comunicação e que o exercício desse direito é vital para vida plena em sociedade. Mais importante ainda é que compreenda que comunicar não significa receber passivamente informações, especialmente as midiáticas, mas o direito de refletir e desconfiar delas, e principalmente de produzir, falar e ser visto, ou seja, cada um de nós podemos e devemos ser provedores de informações, especialmente àquelas que remem contra a ditadura do pensamento único, imposto subliminarmente pela grande maioria da mídia comercial. Talvez a democratização dos meios de comunicação no Brasil comece pela compreensão de que todo cidadão têm e deve exercer o livre direito à comunicação, o que vai tirá-lo da invisibilidade e não permitir a invenção de uma realidade que não é sua.

Movimento NOVOS RUMOS / ABRAÇO-PB